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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 111

Isadora chegou apressada e, ao ver o vestido de Naiara com a alça arrebentada, não disse uma palavra: puxou-a diretamente para o banheiro.

— Troque de roupa comigo e volte para o salão.

— E você? — perguntou Naiara.

— Fui obrigada a vir. Disseram que era um evento de caridade, mas, na verdade, o velho só queria que eu procurasse um marido adequado nesse círculo de Rio Belo. Que preguiça. Vou vestir a sua roupa e ir direto para casa. — Isadora revirou os olhos.

Naiara hesitou por um momento.

— Não hesite. Se você não voltar lá, Carlos com certeza vai ter um ataque de fúria. Neste momento crucial, você precisa domar o ego dele. Não se esqueça do seu objetivo: a sua vingança. — Isadora foi firme.

Naiara sentiu uma gratidão imensa.

— Obrigada, Isadora.

— Deixe de bobagem e ande logo com isso.

As duas trocaram de roupa rapidamente no banheiro.

Por sorte, tinham silhuetas muito parecidas, então o caimento não ficou estranho.

— E o que vamos fazer com aquela garotinha mimada? — perguntou Isadora.

— Deixe-a lá dentro refletindo sobre suas atitudes. Não se preocupe, alguém vai acabar soltando ela mais tarde. — o tom de Naiara era frio e calculista.

— Melhor assim.

As duas saíram juntas e, na porta do salão de banquetes, depararam-se com Fábio.

Fábio olhou para os vestidos trocados e riu:

— Estão brincando de trocar de guarda-roupa?

Apenas depois de rir é que ele percebeu que a alça do vestido de Isadora estava rompida.

Para evitar mostrar demais, ela mantinha a mão cobrindo o colo.

Desta vez, Fábio não fez piadas. Com um gesto decisivo, tirou o paletó de alfaiataria e o colocou sobre os ombros de Isadora.

Naiara sentiu uma ponta de preocupação:

— Isadora...

Fábio adivinhou o que ela ia dizer.

— Pode voltar para a festa. Eu a levo para casa.

Isadora retrucou, impaciente:

— Eu vim de carro, não preciso de carona. Entrem vocês dois.

Fábio simplesmente a puxou pelo braço, dizendo enquanto caminhavam:

— Eu não vim dirigindo. Perfeito, pego uma carona no seu carro. Além disso, preciso garantir que você devolva o meu paletó. É uma edição limitada.

Embora Fábio raramente seguisse as regras da alta sociedade, nos momentos críticos, ele nunca falhava.

Naiara reconhecia e admirava essa qualidade nele.

Observando as costas dos dois enquanto se afastavam, ela teve a súbita ilusão de que formariam um belo casal.

Aquele colar de diamantes coloridos de altíssimo padrão... não era exatamente o que ela havia vendido?

Como ele foi parar ali?

Quão incrivelmente rico e poderoso esse comprador deveria ser para doar um colar daquele nível para um leilão de caridade?

Meu Deus!

Naiara não pôde deixar de soltar um suspiro de sincera admiração.

Esse comprador não era apenas podre de rico, mas também um verdadeiro filantropo e um homem de honra.

Carlos desbloqueou a tela do celular ao ver uma notificação. Era de Adriana Fontana.

[Carlos, eu adorei esse colarzinho. Tão lindo...]

Carlos franziu a testa e respondeu com um curto "Ok".

Por pura coincidência, Naiara conseguiu ler a mensagem por cima do ombro dele.

Hah.

Que audácia daquela mulherzinha falsa.

Perfeito. Ela também queria aquele colar.

Então, era imperativo entrar na disputa.

E assim, Naiara abriu a boca, decidida.

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