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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 110

Naiara perguntou involuntariamente:

— O Sr. Afonso não vem hoje?

— Não pôde vir. Ele quase bateu as botas.

Naiara assustou-se: — Bateu as botas? Não diga absurdos.

Fábio aproveitou para provocar: — Ele que bate as botas e você fica toda nervosa por quê?

— Porque todos somos amigos. Você também. Se algum dia você fosse bater as botas, eu também ficaria nervosa.

— Ouvir isso da sua boca faz até a minha morte valer a pena.

Isadora deu um tapa nele.

— Pode parar de agourar? Que papo é esse de morrer e viver? Sabe falar como uma pessoa normal, não? Desembucha! O que aconteceu com o Sr. Afonso?

Fábio, finalmente assumindo um tom mais sério, explicou: — O médico disse que foi intoxicação alimentar. Ele passou o dia inteiro ontem no banheiro. Hoje está muito melhor, mas ficou desidratado e esgotado. Então, está descansando em casa.

— Como o Sr. Afonso poderia ter uma intoxicação alimentar? Ele não tem funcionários para cuidar da comida e das suas necessidades? — questionou Isadora.

— É claro que tem. Por isso, ninguém entende que porcaria ele comeu para passar mal desse jeito.

Naiara suspirou aliviada.

— Ainda bem que foi só um mal-estar estomacal. Se fosse envenenamento grave, seria um desastre.

— Amém para as suas palavras, olha só como você sabe consolar as pessoas.

Naiara não conseguiu evitar um sorriso: — O que eu quis dizer é que fico feliz que ele esteja bem.

Dizendo isso, olhou as horas.

— O evento já vai começar. Vou ao banheiro antes.

— Eu te acompanho. — ofereceu Isadora.

Naiara recusou com um sorriso.

Porque Isadora também estava usando salto alto hoje.

Para alguém que raramente os usava, suportar mais de três horas em um salto agulha de dez centímetros já seria uma verdadeira tortura.

— Não precisa. Vá se sentar. Eu volto logo.

Naiara encontrou Vitória no banheiro.

A garota estava retocando a maquiagem.

O encontro das duas foi tenso, como inimigas mortais frente a frente.

Vitória, como sempre, não conseguia controlar a sua língua venenosa.

Ela lançou a Vitória um olhar de puro nojo e a contornou, preparando-se para sair.

Mas, de repente, Vitória correu atrás dela e agarrou o seu vestido.

Com o puxão violento, a alça do vestido arrebentou.

Naiara não aguentou mais. Ergueu a mão e desferiu um tapa sonoro no rosto de Vitória.

Cinco marcas vermelhas de dedos surgiram instantaneamente na bochecha macia da garota.

Vitória cobriu o rosto chocado. — Você teve a audácia de me bater?!

Dizendo isso, ela levantou a mão para revidar.

Mas Naiara já previa a reação. Ela interceptou o braço da garota e a arrastou com força para uma sala adjacente.

Parecia ser um depósito.

Naiara empurrou-a para dentro e trancou a porta pelo lado de fora.

Lá dentro, Vitória começou a chutar a porta e a gritar xingamentos, enfurecida.

Naiara ignorou o escândalo e enviou uma mensagem para Isadora.

Daquele jeito, com o vestido arrebentado, não havia como ela voltar para o salão.

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