As palavras dela acenderam o debate, e todos os presentes começaram a dar suas opiniões.
Tobias Ferreira demonstrou ainda mais impaciência:
— Sério, Osvaldo, a Andreia não vai parar? Ela é insuportável todos os dias. Divorcie-se dela!
Outro amigo, Júlio, concordou com as reclamações:
— Osvaldo, livre-se logo dessa mulher velha e feia. A nossa cunhada é tão jovem e bonita. Divorcie-se de uma vez.
Um sentimento de arrogante cresceu no peito de Camille. Ela disfarçou perfeitamente, sem deixar ninguém notar, e assumiu uma postura compreensiva.
— Não digam isso. A Andreia está com o Osvaldo há tantos anos. Se não tem mérito, pelo menos tem esforço. Se vocês o forçarem a se divorciar agora, não o deixarão em uma posição difícil?
O coração de Osvaldo afundou, e ele sentiu ainda mais admiração e alívio por Camille.
Ela era quem mais o entendia.
Por mais que Andreia causasse problemas, ela ainda era a sua esposa. O que importava se ele a sustentasse lá? Casamentos na alta sociedade não eram tão fáceis de se desfazer.
No fim das contas, Andreia era quem não tinha juízo.
Com a idade que tinha, ela ainda estava brincando de divórcio. Querer manipulá-lo através disso era impossível.
Quanto mais pensava, mais irritado ficava. Osvaldo simplesmente parou de pensar. Ele levantou a mão de dedos longos, afrouxou a gravata, pegou um copo de bebida e o virou de uma vez:
— Bebam. Por que falar dela?
— Não importa o que eu faça lá fora, sempre preciso de uma babá em casa para dar ordens. Divórcio? — Osvaldo zombou levemente. — Andreia não consegue viver sem mim. É impossível que ela se divorcie.
O que importava se ela apresentasse um acordo de divórcio? Era apenas para chamar a sua atenção.
Andreia teve sucesso. Desta vez, o acordo de divórcio e o rosto impassível dela ficaram profundamente gravados em sua mente, impossíveis de apagar.
Camille pegou a sua taça para beber com Osvaldo:
— Osvaldo, vamos beber.
Lincoln provocou:
— Beber assim não tem graça. Se vão beber, cruzem os braços!
— Cruzem os braços!
— Cruzem os braços!
Os gritos de provocação dos amigos ecoaram por todo o camarote. As bochechas de Camille coraram, e ela abaixou os olhos timidamente. No entanto, ela não recusou, apenas olhou furtivamente para Osvaldo.
Osvaldo olhou para a bebida à sua frente, mas, inexplicavelmente, o rosto calmo de Andreia passou por sua mente.
No rosto dela não havia raiva, mágoa nem sinal de choro. Não transmitia absolutamente nada. Era como olhar para um vazio completo.
Ele se sentiu inexplicavelmente irritado. Pegou a taça, apenas tocou levemente no copo que Camille estendeu e virou a bebida, ignorando completamente a ideia de cruzar os braços.
A mão de Camille congelou no ar. Um traço de constrangimento passou por seu rosto, mas ela logo o disfarçou e bebeu obedientemente.
Percebendo que o clima estava estranho, Lincoln rapidamente interveio:
— Vamos lá, bebam, bebam! Hoje ninguém vai embora sóbrio!
O camarote voltou a ficar animado.



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