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Ele Acha Que Basta Chorar Para Me Ter de Volta? Jamais! romance Capítulo 1

Quando Graciana abriu as portas do salão de festas, o painel de LED gigante no palco se acendeu.

Na foto, Cristiano usava um terno preto, de pé no centro das luzes, com uma expressão fria e elegante. Ao seu lado estava uma mulher de vestido branco, que se inclinava levemente para arrumar a gravata-borboleta de um menininho.

O menino sorria alegremente.

Aquele era seu marido, Cristiano.

Seu filho, Lucca.

E sua meia-irmã, Thalita.

Os três juntos pareciam uma família de três.

Graciana apertou a caixa de presente devagar com os dedos, e a palma da mão doeu ao encostar na borda rígida da caixa.

Ela saiu mais cedo da reunião para vir da Zona Norte até esse local, mas ficou presa no engarrafamento por quase uma hora. Com medo de perder a festa de seis anos de Lucca, nem sequer teve tempo para jantar.

Mas ela não esperava que a primeira cena que veria ao chegar seria essa.

O salão de banquetes estava animado.

Havia decorações de céu estrelado azul-escuro por toda parte, as luzes do teto estavam ajustadas para um efeito suave de galáxia, nas paredes estavam expostos os modelos aeronáuticos preferidos de Lucca, e até o bolo era em formato de foguete.

Graciana não era estranha a esses detalhes.

Porque, há quinze dias, ela havia perguntado a Lucca qual tema ele queria para o aniversário deste ano.

Na hora em questão, Lucca estava montando blocos de montar e nem ergueu a cabeça, só murmurou baixinho: — Qualquer um serve.

Ela pensou que a criança apenas estava sem vontade devido às lições de casa e atividades extracurriculares, então pesquisou bastante, pronta para fazer ela mesma um modelo de planeta brilhante para ele.

Agora, parecia que não era falta de vontade de Lucca.

Mas ele já depositara toda a sua afeição em outra pessoa.

— Graciana?

Uma voz suave soou de repente atrás dela.

Graciana virou a cabeça.

Thalita estava parada não muito longe, o vestido branco realçando sua figura magra e delicada, com os olhos ligeiramente arregalados, como se só agora tivesse notado sua chegada.

— Por que você só chegou agora? — Thalita caminhou rapidamente até ela, com um tom de preocupação na medida certa. — O Lucca estava perguntando por você agora pouco.

Graciana olhou para ela.

Thalita era três anos mais nova que ela, filha de Otávio e Madalena Venturini. Quando ainda era criança, tinha a saúde muito frágil, e a família Venturini sempre pedia à Graciana que deixasse tudo para ela.

Ela havia cedido brinquedos, cedido seu quarto e cedido o favoritismo do pai.

Mais tarde, Thalita foi para o exterior estudar medicina de reabilitação, e metade de suas mensalidades e despesas de vida foi paga por Graciana.

Naquela época, Thalita segurou sua mão com os olhos cheios de lágrimas e falou com voz trêmula: — Graciana, um dia com certeza vou retribuir tudo que você fez por mim.

Só ela não estava ocupada.

Porque aos olhos de todos, o tempo dela naturalmente pertencia à família Monteiro.

Mas agora, só porque Thalita havia voltado há alguns meses, sabia agradar a criança e falar bonito na frente dos mais velhos, todos achavam natural que ela, a mãe, estivesse ausente.

Graciana baixou os olhos e entregou a caixa de presente ao garçom ao lado.

— Por favor, guarde isso para mim.

O garçom ia pegar, mas Thalita estendeu a mão para impedi-lo.

Com expressão constrangida, ela explicou: — Graciana, a mesa de presentes já está lotada. Que tal deixar esse presente na sala de espera? Você pode dar para o Lucca quando a festa acabar, para não bagunçar a decoração.

Graciana olhou para ela e finalmente perguntou: — Por que o presente de aniversário dele não pode ficar na festa de aniversário?

O rosto de Thalita empalideceu levemente.

— Graciana, não foi isso que eu quis dizer...

— Então o que você quis dizer?

A voz de Graciana não foi alta, mas fez o ambiente ao redor ficar em silêncio por um instante.

Thalita mordeu o lábio, e logo uma camada de lágrimas surgiu em seus olhos.

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