Kelly olhava para Jocelino cheia de expectativa, esperando ouvir uma resposta positiva no segundo seguinte.
Jocelino nem diminuiu o passo; puxou Aeliana em direção à área reservada que havia agendado, sem a menor intenção de dar atenção a Kelly.
Kelly pareceu não notar a frieza dele e os seguiu, com um tom íntimo, como se estivesse fazendo manha.
— Jocelino, com o que você tem estado tão ocupado ultimamente?
— Faz tempo que não aparece lá em casa. Minha mãe falou de você esses dias.
— E a Luana... Se ela soubesse que poderia jantar com você, ficaria muito feliz.
Durante todo o tempo que falava, Kelly não olhou para Aeliana uma única vez, como se ela fosse transparente.
Diante desse tratamento diferenciado óbvio de Kelly, Aeliana manteve o rosto sereno e ficou em silêncio.
Principalmente porque a atitude de Kelly era infantil demais. Aeliana sentiu que, se ficasse irritada com algo tão imaturo, estaria se rebaixando.
Só se podia dizer que Kelly, comparada ao resto da família Oliveira, era muito juvenil.
Mas se Aeliana não se importava, Jocelino se importava.
Jocelino parou de repente, como se estivesse enojado com a tagarelice dela.
Ele franziu a testa, com o rosto fechado, virou-se e olhou friamente para Kelly:
— Você tem olhos na nuca? Não viu que tem alguém comigo?
— Vim hoje especificamente para um encontro com minha namorada. Não é conveniente nos juntarmos a vocês.
— Fui claro o suficiente para você entender?
Se ela não entendesse isso, Jocelino não teria mais nada a dizer.
Jocelino estava sem paciência com Kelly; ela continuava presunçosa e sem educação.
Qualquer um veria que ele estava com Aeliana. Se ele trouxe Aeliana sozinho ao restaurante, como poderia largá-la para se juntar ao grupo de Kelly?



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