— Vou logo avisando: não vou pegar leve só porque você é meu namorado.
— Não vá chorar depois de apanhar, hein.
Quando Aeliana fazia essas expressões, ficava incrivelmente adorável, e Jocelino não conseguiu conter um sorriso.
— Podemos começar quando você estiver pronta. Mas você está com a confiança bem alta.
— Se vou chorar ou não, só saberei depois de apanhar.
— Venha.
Jocelino tirou o casaco, revelando braços firmes e musculosos.
Aeliana pensou que ele ainda faria um aquecimento, mas Jocelino, num movimento inesperado, lançou um punho em direção a ela.
Que tipo de bom parceiro de treino começa sem nem esperar o outro se preparar?
Felizmente, a reação de Aeliana foi rápida.
Ela esquivou o corpo lateralmente, desviando do soco de Jocelino. Ao mesmo tempo, não desperdiçou a oportunidade; aproveitando a inércia do giro, sua perna esquerda desferiu uma rasteira visando a base dele.
Os dois começaram a trocar golpes ali mesmo.
Sem qualquer aviso prévio, quem olhasse de longe veria apenas dois vultos se cruzando no tatame, punhos e pés cortando o ar, numa disputa equilibrada. No local, restavam apenas o som das respirações ofegantes e o baque surdo dos corpos se chocando.
Aeliana era bem mais baixa que Jocelino. Se fosse qualquer outra pessoa, já teria sido suprimida pela estrutura imponente dele.
Mas como as técnicas de Aeliana focavam na agilidade e astúcia, ela se movia com liberdade durante o combate, transformando isso em sua vantagem.
Aeliana era como uma andorinha cruzando a floresta, sempre conseguindo acertar Jocelino de ângulos inesperados.
Ficou claro que a provocação anterior de Aeliana era séria; ela realmente queria ver Jocelino chorar.
No entanto, por mais talentosa que Aeliana fosse e por mais rápido que tivesse progredido, ela ainda estava um nível abaixo de Jocelino, que tinha treinamento especializado.

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