Sorte que a Aline estava com ela, senão Beatriz nem queria imaginar o que faria sozinha.
Beatriz continuou:
— Depois... nós não tínhamos mais o que fazer, então tomamos coragem e ligamos para a Aeliana... No fim, foi o Sr. Barreto quem usou os contatos dele para perguntar por aí, e só assim te encontramos.
Marcelo ficou atônito:
— Aeliana?
Marcelo não esperava que Aeliana aceitasse o pedido de Beatriz para ajudar a procurá-lo, e ainda havia o Sr. Barreto...
Devia ser o namorado de Aeliana, o Jocelino...
— Sim. E não foi só isso.
Beatriz não percebeu a estranheza de Marcelo e continuou falando seriamente:
— Marcelo, quando você chegou ao hospital naquele dia, estava muito mal. Eles quebraram várias das suas costelas... Enfim, sua situação era crítica. Foi a Aeliana quem entrou pessoalmente no centro cirúrgico para te operar.
Ela olhou para a expressão chocada do irmão e acrescentou:
— O médico disse que, se não fosse pela presença da Aeliana, com o estado em que você estava, as coisas poderiam não ter corrido tão bem.
Às vezes, uma hemorragia durante a cirurgia pode custar a vida de uma pessoa.
Só se podia dizer que Marcelo tinha sorte e um destino forte.
Foi levado ao hospital a tempo e, por acaso, Aeliana estava lá para auxiliar.
Se houvesse qualquer erro nessa cadeia de eventos, Marcelo talvez não tivesse a chance de estar deitado naquela cama conversando com Beatriz.
Marcelo ficou paralisado.
Ele se lembrou da figura borrada, vestindo roupas cirúrgicas verdes, que vira na sala de operação...
Então não tinha sido uma alucinação pré-morte.
Era realmente ela.


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