Seria coincidência demais?
Santiago pensou por um instante e, ao voltar para a sala, ligou para Aeliana.
A chamada foi atendida rapidamente, com a voz surpresa dela.
— Alô? Santiago?
— Aeliana. Lembro que você tem uma colega de casa chamada Beatriz, certo?
Santiago raciocinou que, pela personalidade de Aeliana, sua colega de casa seria alguém importante. E sendo amiga dela, também seria sua amiga.
Ouvir sobre o caso tão coincidentemente merecia uma verificação.
E se fosse a mesma pessoa?
Aeliana ficou visivelmente surpresa com a pergunta repentina.
— Santiago, por que a pergunta sobre a Beatriz?
— A vítima da agressão ontem no Samba e Cerveja, o Marcelo... a irmã dele, Beatriz, é sua amiga? Ouvi colegas comentando e mencionaram o nome da irmã da vítima. Lembrei que a garota que mora com você tem esse nome, então liguei para perguntar.
Houve um silêncio do outro lado. Aeliana não esperava que o telefonema fosse sobre isso.
— Sim. A pessoa de quem seus colegas falaram deve ser minha amiga. O rapaz agredido ontem é irmão dela.
Santiago não esperava ter acertado, mas ficou feliz por ter perguntado.
— Ontem o delegado transferiu o caso para a nossa divisão. Se precisar, posso assumir pessoalmente.
Talvez ela não esperasse que o mundo fosse tão pequeno; o amigo de Jocelino trabalhava na mesma delegacia que Santiago.
No entanto, ela conhecia a competência de Santiago. Com ele no comando, o caso seria resolvido rápido.
Aeliana não era de fazer rodeios. Se Santiago ofereceu, ela aceitou.
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