Além do mais, se ele se irritasse, poderia sobrar problema para o lado delas.
Para quê?
Afinal, na balada, homem é o que não falta.
Por isso, as mulheres sensatas não se aproximaram.
Mas ainda havia quem quisesse tentar a sorte e roer aquele osso duro que era Marcelo.
Uma mulher vestindo um top de lantejoulas e maquiagem carregada caminhou em direção a Marcelo, rebolando com a taça na mão.
Ela fez uma pose sensual, encostou-se na mesa de Marcelo e puxou conversa.
— Oi, gato. Beber sozinho não tem graça nenhuma, né? Quer companhia?
A voz melosa e o olhar sugestivo eram um convite aberto.
Marcelo sequer levantou as pálpebras e cuspiu uma única palavra fria:
— Vaza.
O sorriso no rosto da mulher congelou instantaneamente, seguido por uma onda de raiva.
Ela se orgulhava de sua aparência e corpo, e nunca havia falhado em uma abordagem na balada.
Aquela era a primeira vez que batia de frente com um muro.
A mulher o mediu de cima a baixo e soltou um riso de escárnio:
— Se não quer beber, não bebe. Pra que ofender? Grosso sem educação!
Homem insensível.
Havia filas de homens querendo ficar com ela; ela não ia se humilhar para um sujeito frio.
Ela revirou os olhos e se virou para sair.
Não muito longe dali, um homem de cabelo tingido de loiro, que observava a cena, viu a mulher sair com a cara fechada.
Assumindo que Marcelo a havia xingado, ele empurrou os amigos, caminhou até lá e bloqueou o caminho da mulher, com tom hostil.



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