Na época, ele tentou convencer Gustavo a não cortar os laços paternos com Aeliana, mas Gustavo não quis ouvir e ainda se irritou.
Foi ele mesmo quem vendeu Aeliana como se fosse uma mercadoria.
Agora ele queria voltar atrás, esperando que Aeliana esquecesse o passado e viesse salvar a família Oliveira.
Como isso seria possível?
Isso não passava de um delírio.
Rodrigo respirou fundo, reprimindo a turbulência de suas emoções:
— Pai, acorde! Aeliana não deve nada à família Oliveira!
Pelo contrário, era a família Oliveira que devia muito a ela, uma dívida incalculável.
Considerando tudo o que fizeram contra ela, eles deveriam erguer as mãos para o céu e agradecer por ela não aproveitar o momento para chutá-los enquanto estão no chão.
Embora as palavras de Rodrigo fossem duras, cada uma delas era a mais pura verdade.
Gustavo já se sentia culpado, e ao ser desmascarado pelo filho, sua vergonha se transformou em raiva.
— Ca... cale a boca!
Gustavo tremia de raiva; pegou a caixa de lenços na mesa de cabeceira e a arremessou contra Rodrigo.
— Quem é você para falar assim aqui dentro?
Felipe e Henrique ficaram atônitos ao ouvir as palavras do irmão e reagiram quase ao mesmo tempo.
— Que história é essa de cortar laços paternos? Pai, quando foi que o senhor rompeu com a Aeliana? Quando isso aconteceu? Como não sabíamos de nada?
Felipe franziu a testa:
— O papai vendeu a Aeliana... por cem milhões?
Henrique também estampava incredulidade no rosto.
— Como isso é possível? Quando aconteceu?
Rodrigo observou a expressão de choque dos dois irmãos e um sorriso extremamente irônico curvou seus lábios.


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