A expressão de Amália suavizou um pouco.
Gervásio percebeu a mudança em Amália e um brilho de triunfo passou pelo fundo de seus olhos.
Nesse momento, ele deliberadamente direcionou o assunto para Amália, a fim de eliminar suas últimas preocupações.
— Amália, escute.
— Sua tarefa mais importante agora é manter o bom humor e cuidar da gravidez com tranquilidade.
— Deixe as coisas da empresa para nós, os mais velhos, resolvermos. Se você ficar ansiosa e passar mal, afetando o bebê, aí sim será um grande problema. Como vou me explicar para seus pais?
— Seu pai vai acordar e ainda vai brigar comigo por não ter cuidado bem de você.
Ele falava de forma tão razoável, parecendo pensar nela em cada detalhe.
Amália olhou para a expressão sincera dele e a maior parte de suas dúvidas se dissipou, restando mais a preocupação com a saúde do pai.
— Então meu pai agora...
— Pode ficar tranquila, mandei gente para ficar de olho nele o tempo todo. Nada vai acontecer. Assim que tiver notícias, eu te aviso imediatamente. Agora pare de pensar bobagens. Coma bem, descanse bem. Quando seu pai estiver estável, eu te levo para vê-lo, está bem?
Amália mordeu o lábio. Embora ainda preocupada, não podia continuar insistindo, então apenas assentiu.
— ... Está bem. Obrigada.
— Somos uma família, não precisa agradecer. — Gervásio sorriu e se levantou. — Pedi para a cozinha preparar um caldo especial para você. Vou ver se já está pronto. Sente-se e descanse um pouco.
Olhando para as costas de Gervásio indo em direção à cozinha, Amália acariciou suavemente a barriga, mas suas sobrancelhas continuavam levemente franzidas.
Gervásio não percebeu que, na esquina do corredor, Marcelo estava parado e ouviu tudo, inclusive como ele enganou Amália.
Marcelo não conseguia entender. O plano de Gervásio já tinha dado certo.


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