Como um general vitorioso inspecionando os espólios de guerra, ele caminhou lentamente ao longo da estante.
Ao passar o olhar pela foto da família Oliveira pendurada na parede oposta, um sorriso sutil apareceu no canto da boca de Gervásio.
Ele inspecionou tudo e achou medíocre.
Não havia um único item de decoração naquele escritório que ele gostasse. Agora que Gustavo havia caído, aquele território era dele.
De agora em diante, ele faria o que bem entendesse.
Inevitavelmente, uma onda de orgulho e satisfação cresceu no peito de Gervásio.
Com esse sentimento de empolgação, Gervásio caminhou até a larga mesa de mogno e, sem a menor cerimônia, puxou a cadeira de couro onde Gustavo se sentara por décadas e se jogou nela.
A cadeira rangeu levemente ao receber um peso diferente.
Gervásio recostou-se, apoiando as mãos nos braços da cadeira, e girou confortavelmente.
Em seguida, ele levantou os pés e, com a sola de seus sapatos de couro brilhantes, apoiou-os sem hesitação sobre o tampo polido da mesa de mogno. O salto do sapato até arranhou uma marca antiga e discreta na madeira.
Ele pegou o celular, relaxado na cadeira, e fez uma ligação. Seu tom de voz não escondia o triunfo:
— Sim, tudo foi resolvido sem problemas.
— Já fiz tudo o que o senhor pediu.
— Não se esqueça das condições que me prometeu.
— ...
Não se sabia o que a pessoa misteriosa do outro lado da linha prometeu, mas o sorriso de Gervásio se alargou cada vez mais.
Mesmo depois de desligar, o sorriso ainda não havia desaparecido de seu rosto.
Seu olhar pousou no porta-canetas sobre a mesa, que ainda exibia o antigo logotipo do Grupo Oliveira, e ele soltou um resmungo.
Em dois dias, ele mandaria limpar tudo aquilo. Não restaria nem um vestígio de Gustavo.



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