— Pai!
Rodrigo, que estava sentado ao lado, gritou e correu para segurá-lo.
A sala de reuniões virou um caos. Alguns gritavam, outros ligavam para o serviço de emergência.
Gervásio observou a cena caótica com frieza, levantou-se devagar e ajeitou o terno.
Ele sussurrou para seu assistente:
— Chame a segurança para manter a ordem. Não quero tumulto aqui.
Dito isso, Gervásio contornou a confusão e caminhou diretamente para o final do corredor, em direção ao escritório do presidente.
A secretária de Gustavo ainda tentou impedir Gervásio:
— Sr. Costa, o senhor está indo longe demais. Este é o escritório do Sr. Gustavo. Ele acabou de ser levado para a emergência por sua causa, como o senhor pode...
Não havia nenhum sinal de remorso nele.
A secretária não entendia como Gervásio, que sempre ajudava o Grupo Oliveira nas horas difíceis, podia ter mudado tanto em tão pouco tempo.
Agora, com Gustavo entre a vida e a morte, levado às pressas para o hospital por culpa dele, Gervásio não demonstrava nenhum pânico. Pelo contrário, agia descaradamente, aproveitando o caos para usurpar o lugar.
Gervásio lançou-lhe um olhar indiferente:
— Se o Gustavo desmaiou, é porque ele é fraco demais. O que eu tenho a ver com isso?
— Além do mais, você não me ouviu agora há pouco? Eu sou o acionista majoritário do Grupo Oliveira, então o escritório do Gustavo agora é, por direito, meu.
— Aproveite que você é assistente do Sr. Gustavo e recolha os pertences pessoais dele. Mande entregar tudo no hospital.

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