Ao ouvir isso, o rosto de Gustavo escureceu levemente; ele claramente não gostava quando o filho questionava suas decisões.
Ele acenou com a mão, num tom de autoridade inquestionável:
— Chega. Tudo está feito. O acordo foi assinado, a coletiva foi realizada e o dinheiro chegou. Não adianta falar mais. A prioridade agora é estabilizar a situação e usar bem esse capital.
Ele se levantou, ajeitando a gravata do terno e recuperando a imponência de chefe da família.
— Vá organizar as coisas. Priorize o pagamento dos bancos e de alguns fornecedores críticos.
— Vemos o resto depois.
Rodrigo olhou para a postura teimosa e míope do pai, sabendo que insistir era inútil.
Ele suspirou internamente e assentiu em silêncio:
— ... Entendido.
O relatório de exames do Henrique ficou pronto.
Voltando no tempo para o início da manhã.
Felipe tinha ido cedo para o hospital. Vestindo seu jaleco recém-trocado, ele sentou-se diante do computador, pronto para começar o dia de trabalho.
Ele levou a mão à testa, massageando-a, o rosto ainda carregando o cansaço do plantão noturno anterior.
De repente, ele se lembrou de algo. Moveu o mouse e abriu a lista de relatórios pendentes no sistema interno.
Calculando o tempo...
O relatório do Henrique já devia ter saído.
Lembrando-se de como Henrique apareceu sem ser convidado há três dias e ainda lhe causou aborrecimentos, Felipe estava bastante irritado com o irmão.
Mas, independentemente de qualquer coisa, Henrique era seu irmão biológico e, por hábito profissional, Felipe abriu o relatório.


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