Os repórteres se entreolharam, com os rostos estampados de espanto e incompreensão.
Quando Aeliana foi reintegrada à família Oliveira, os membros da família a desprezaram por ela ter crescido na zona rural, considerando-a uma "caipira". Com medo de que ela envergonhasse o nome da família Oliveira, eles nunca tornaram pública a identidade de Aeliana.
Por essa razão, os jornalistas ficaram tão surpresos ao ouvir o nome dela.
A maioria dos presentes cobria o setor de negócios e finanças; eles só tinham conhecimento de que a família Oliveira possuía uma única filha, chamada Amália.
Desde quando surgiu essa outra filha chamada Aeliana?
E o mais chocante era que a primeira vez que ouviam o nome de Aeliana, era justamente em uma coletiva de imprensa para o rompimento de laços familiares.
Na plateia, os repórteres começaram a discutir fervorosamente entre si.
— A família Oliveira não tinha apenas uma filha? Quando foi que apareceu essa outra?
— E, por que esse nome Aeliana soa tão familiar?
— Eu nunca ouvi falar. Quem é essa Aeliana?
— Tirando a Amália, eu nunca soube de outra figura importante na família Oliveira.
— Será que ela não é uma filha ilegítima que o Gustavo teve com outra mulher fora do casamento?
— Mas se fosse uma relação legítima de pai e filha, por que romperiam os laços tão repentinamente?
Após uma breve comoção, os jornalistas, recuperando-se do choque, perceberam imediatamente que havia uma grande notícia ali. Eles começaram a levantar as mãos, disputando a vez para fazer perguntas.
— Sr. Gustavo! Essa Aeliana é realmente sua filha biológica? Por que isso nunca foi divulgado antes?
— Sr. Gustavo, qual é o motivo desse rompimento repentino? Envolve disputas de herança ou outros conflitos?
— Sr. Gustavo, onde Aeliana se encontra neste momento?
— Ela está ciente disso? Ela concordou em romper a relação paterna com o senhor?
As perguntas vinham como uma metralhadora, e os flashes das câmeras eram tão intensos que mal se podia abrir os olhos.


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