Jocelino riu baixo, reprimindo aquela emoção, e não economizou nos elogios sinceros:
— Mais do que não envergonhar, você me surpreendeu de verdade.
Seu olhar estava fixo no rosto de Aeliana, que sorria confiante. A voz dele era grave, com uma rouquidão quase imperceptível.
— É mesmo? Então obrigada pelo elogio.
Aeliana não esperava que Jocelino fosse tão direto hoje, o que a deixou um pouco desconcertada.
Ela desviou o olhar para a arma que ele usara há pouco, disfarçando seu embaraço.
— Mas você com certeza é melhor do que eu.
Pela atitude de Jack com Jocelino, ficava claro que o poder dele no exterior era definitivamente maior do que ela imaginava.
— É apenas prática.
Se Aeliana tivesse recursos como os dele, também teria chegado a esse nível.
Talvez fosse até mais excelente do que ele.
Jocelino pegou sua arma. Verificou-a com movimentos fluidos e falou em tom casual:
— Tem interesse em uma competição?
Ele fez o convite ativamente, com um toque de desafio no olhar.
Os olhos de Aeliana brilharam. Ela hesitou por um instante, mas assentiu decisivamente.
— Aceito.
Ela também queria ver qual era a distância entre ela e Jocelino.
Não se sabia se era por estarem em um país estrangeiro, ou por ser a primeira viagem de negócios apenas dos dois.
Jocelino achava que Aeliana estava muito mais viva e expressiva nesta viagem.
Era como se estivesse conhecendo Aeliana novamente.
Achava aquilo novo e...
Adorável.
Ele riu baixo, reprimindo as emoções que se agitavam em seu peito, e cooperou pegando sua arma e engatilhando com destreza.
— Então vamos começar.
— Tem algo que você queira muito? Podemos usar como aposta.
— Hum...
Aeliana inclinou a cabeça, pensando. Na verdade, não havia nada material que ela quisesse muito.



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