Com os equipamentos comprados, Aeliana foi aprender a atirar.
O estande de tiro ficava no subsolo da Oficina de Equipamentos do Jack.
Ao passar por uma pesada porta à prova de som, a visão se abriu.
Ninguém imaginaria que o subsolo daquela loja de equipamentos antiga e estreita escondesse um espaço tão bem montado.
O espaço lá embaixo era muito mais amplo do que Aeliana imaginava.
As paredes e o teto eram revestidos com material acústico escuro. O ar carregava um leve cheiro de metal misturado com pólvora.
Luzes brancas frias e sem sombras iluminavam os estandes de tiro com clareza.
Jack levou Aeliana e Jocelino até lá e, sensatamente, retirou-se, deixando o espaço apenas para os dois.
Celso também teve o bom senso de subir com Jack.
Coincidentemente, ele e Jack ainda tinham alguns pedidos de armas para outros seguranças da missão na fronteira para conferir.
Ele não ficaria ali de intruso, atrapalhando o clima.
O enorme espaço logo ficou restrito apenas aos dois.
Aeliana e Jocelino trocaram um olhar. Ambos viram a resignação nos olhos um do outro.
Aeliana já havia brincado em clubes de tiro em seu país. Apesar de ser airsoft, ela já tinha noção de postura, mira e segurança.
Jocelino nem precisou explicar nada; Aeliana já havia descoberto o funcionamento sozinha.
Ela colocou os protetores auriculares, ajustou a postura de empunhadura e puxou o gatilho.
— Pá!
— Pá!
— Pá!
Após três disparos secos, o alvo eletrônico ao longe exibiu um agrupamento compacto de perfurações.
Embora levemente desviado do centro, para uma novata, a precisão de Aeliana era impressionante.
Além disso, aquilo não era uma arma de brinquedo, mas uma arma real com recuo considerável.

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