Felipe já imaginava que Henrique não tinha feito o procedimento.
Henrique continuava o mesmo indisciplinado de sempre; veio buscar atendimento médico, mas nem sequer respeitava o fluxo básico do hospital.
No entanto, Felipe já estava acostumado.
Ele nem tinha energia para discutir mais sobre isso com Henrique.
Afinal, esse irmão sempre fez o que bem entendia; falar era perda de tempo.
Henrique ficou ansioso.
Numa hora dessas, ele ainda estava com burocracia?
Ele estava morrendo de pressa.
Henrique agarrou o braço dele.
— Felipe! Deixa o cadastro para depois, eu estou morrendo de dor agora! Me atende logo!
Felipe não gostava de contato físico, especialmente agora que tinha tantas ressalvas contra Henrique.
Felipe sacudiu a mão dele para longe, com um tom gelado e impiedoso.
— Então não tem jeito, o hospital tem regras. Se quer que eu te atenda, tem que fazer o cadastro. Caso contrário, procure outro médico.
O rosto de Henrique ficou lívido de raiva.
Esse Felipe continuava tão insensível!
Henrique cerrou os dentes:
— Tá bom! Vou lá fazer essa droga agora!
Ele se virou e saiu do consultório como um furacão. Dez minutos depois, voltou com a ficha de cadastro e a bateu com força na mesa:
— Satisfeito agora?
Felipe olhou de relance para a ficha e disse calmamente:
— Sente-se.
Henrique sentou-se, engolindo a raiva.
Depois que fosse atendido, ele acertaria as contas!
Felipe calçou as luvas:
— Qual é o desconforto?
Henrique gaguejou:
— É... lá embaixo...



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