Rodrigo deu um sorriso quase imperceptível, mas logo voltou ao normal.
Ele suspirou, exibindo uma expressão apropriada de dor e arrependimento.
— Esse Alberto era um antigo subordinado que estava com meu pai há mais de 10 anos. Meu pai confiava muito nele, por isso o enviou para ser gerente de projetos na filial do Grupo Oliveira.
— Mas nenhum de nós imaginava que ele trairia a empresa.
Rodrigo fez uma pausa calculada e balançou a cabeça com vergonha.
— Isso também é, de fato, uma falha nossa.
Rodrigo recuou para avançar; seu discurso explicou a causa e, ao mesmo tempo, afastou a responsabilidade principal.
Afinal, a fuga criminosa de um funcionário não era algo que eles pudessem prever.
Após a repórter.
Outro jornalista questionou:
— Lembro que os trabalhadores que vieram protestar no Grupo Oliveira disseram que o patrão não apenas não pagou a indenização devida, mas também já devia três meses de salário.
— Com uma quantia tão grande, por que a sede não sabia de nada?
— Isso não é realmente apenas uma desculpa inventada para se livrar da culpa?
Diante das dúvidas de todos, Rodrigo mostrou-se muito tranquilo.
— As filiais do Grupo Oliveira costumam ser auditadas trimestralmente.
— Na verdade, estes dias seriam justamente o momento da auditoria financeira da filial pela sede. Talvez Alberto tenha calculado esse tempo; quando descobrimos, ele já havia levado a maior parte dos bens e fugido do país.
— Deixando para trás apenas uma pilha de relatórios financeiros falsos e extratos bancários.
Rodrigo sorriu com amargura:

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