— Presidente!
O diretor de Relações Públicas entrou apressado.
— Esses repórteres viram as notícias financeiras desta manhã e estão exigindo entrevistar o senhor; dizem que querem saber sobre o andamento do pós-acidente!
As veias na testa de Gustavo saltaram; ele estava ansioso e sem palavras.
Aqueles repórteres eram como lobos sentindo cheiro de sangue; a reportagem tinha saído há menos de uma hora e eles já tinham batido à porta.
Além disso, o plano de ação ainda não estava definido; como ele daria uma entrevista?
Se dissesse algo errado na frente das câmeras, seria jogar mais lenha na fogueira.
Rodrigo percebeu a hesitação do pai e falou de repente:
— Pai, deixe que eu vá.
Ele pegou a declaração oficial na mesa:
— Como presidente da empresa, você não deve aparecer neste momento.
A situação estava caótica.
Gustavo, como presidente, podia perfeitamente alegar que estava ocupado lidando com as consequências do acidente para não aparecer.
E Rodrigo, como futuro herdeiro do Grupo Oliveira e atual gerente geral da sede, também tinha autoridade para dar entrevistas.
Sem precisar enfrentar pessoalmente aqueles repórteres que zumbiam como moscas, a expressão de Gustavo suavizou-se um pouco, e ele reprimiu a raiva para instruir Rodrigo.
— Certo, então vá você.
— Mas lembre-se: não admita o que não devemos admitir. Insista em dois pontos.
— Primeiro, a responsabilidade pelo acidente é principalmente da filial ter ocultado os fatos, e tem pouca relação com a sede; segundo, demonstre nossa atitude proativa em resolver o problema!
Rodrigo assentiu:
— Pode deixar, pai. Eu sei o que fazer.
...



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