Gustavo reprimiu sua fúria e dirigiu-se à multidão à sua frente:
— Pessoal, nós vamos investigar este assunto a fundo. Se a responsabilidade for do Grupo Oliveira, jamais nos eximiremos!
— Vamos fazer o seguinte: acalmem-se primeiro e mandem alguns representantes entrarem pra gente registrar tudo com o Jurídico e o RH. Depois que investigarmos e verificarmos os fatos, daremos a compensação a todos.
Gustavo calculava mentalmente.
O mais importante agora era acalmar a situação. Quanto a Alberto, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come; ele não escaparia.
Ao ouvirem sobre o pagamento dos salários, a emoção dos operários suavizou um pouco.
— Vão pagar mesmo?
— Não estão mentindo para a gente, estão?
Gustavo elevou a voz:
— Eu cumpro minha palavra! Por favor, registrem-se de forma organizada. Desde que o que digam seja verdade, em até quinze dias a empresa vai apresentar o cronograma e iniciar os pagamentos!
— Por outro lado, se este incidente for uma armação de pessoas mal-intencionadas para incriminar o Grupo Oliveira...
— Nós também usaremos as armas da lei. Entenderam?
Todos tinham feito barulho a manhã inteira e, com a adrenalina baixando, sentiam o cansaço bater.
Alguns homens discretos na multidão trocaram olhares e assentiram quase imperceptivelmente.
Logo em seguida.
Gustavo viu o homem que estava na frente guardar o pedaço de madeira.
Ao verem esse gesto.
Todos os presentes soltaram um suspiro de alívio.
...
Meia hora depois, os trabalhadores que vieram protestar começaram a se registrar sob a organização do departamento financeiro.
Rodrigo aproximou-se do pai e sussurrou:
— Pai, tem algo estranho nisso. O Alberto está com o senhor há tantos anos, por que fugiria com o dinheiro de repente?
Rodrigo achava muito suspeito.

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