Heloisa sorriu.
Ao pensar no jeito reservado e caladão do filho, ela não pôde deixar de suspirar.
— Esse menino, o Jocelino, é complicado. Uma coisa tão importante quanto um pedido de casamento e ele nem sequer vem consultar a própria mãe.
— Pelo menos eu poderia dar algumas opiniões. Com aquele jeito bronco dele, nem quero imaginar como ficou a decoração do pedido.
— Sorte a dele que a Aeliana aceitou. Se ele tivesse estragado tudo, queria ver onde ele ia enfiar a cara!
Heloisa soltou um "humpf", demonstrando que estava insatisfeita com o comportamento de Jocelino há algum tempo.
— Às vezes eu fico pensando.
— A Aeliana é uma moça tão boa, chega a ser um desperdício ela ficar com o Jocelino.
— Não sei o que ela viu nele.
Ao contrário do que Simone imaginava, Heloisa, embora também viesse de uma família tradicional, não ligava muito para status social.
Aeliana era linda, tinha um temperamento maravilhoso e era extremamente competente; certamente não faltavam pretendentes.
Já embora o seu filho fosse rico e bonito, tinha aquele temperamento difícil e frio que, às vezes, atrapalhava qualquer romance.
Aline assentiu, concordando plenamente.
— Eu também acho.
— A Aeliana é gentil, linda e inteligente. O meu primo, tirando o dinheiro e a beleza, não tem lá muitas qualidades...
Aeliana, por ter salvado a vida de Aline no passado, possuía uma aura sagrada aos olhos dela.
Se Jocelino não fosse seu parente, ela acharia que ninguém era bom o suficiente para Aeliana.
Ao lado, Fernanda finalmente não aguentou mais ouvir aquilo e interveio em defesa do sobrinho.
Ela pousou o copo e resmungou.
— Vocês são umas dramáticas!
— Onde que o Jocelino é tão ruim assim como vocês dizem?
Fernanda começou a contar nos dedos, tentando limpar a barra de Jocelino.
— O jeito dele sempre foi mais frio e reservado desde criança, mas ele é confiável!
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