— Porque ainda temos alguns assuntos para resolver. — disse Aeliana suavemente. — Falaremos sobre isso quando chegar a hora certa.
Beatriz assentiu, parecendo entender, mas sem entender completamente; ela não era uma pessoa sem noção, e se Aeliana não queria falar, ela não insistiria.
Apenas concordou obedientemente:
— Tudo bem...
Como se tivesse pensado em algo, ela de repente cerrou o punho.
— Mas fique tranquila, Aeliana! Já que vocês não planejam revelar, eu serei um túmulo!
Aeliana riu dela e acariciou levemente a cabeça de Beatriz.
— Também não é para tanto, é só que não vamos anunciar em plataformas públicas.
— Para vocês, amigos, eu não pretendia esconder.
— Tudo bem, você já perguntou o que queria, agora vá dormir.
À tarde, o sol estava perfeito.
Aline entrou no jardim da família Barreto de braços dados com a mãe e, de longe, viu Heloisa sentada no quiosque preparando café.
— Tia! — Aline correu até lá e abraçou carinhosamente os ombros de Heloisa. — Viemos filar um café!
Heloisa sorriu e deu tapinhas na mão dela:
— Chegaram na hora certa.
Fernanda sentou-se no banco de pedra e pegou a xícara:
— Heloisa, você parece ótima hoje. Aconteceu alguma coisa boa?
Heloisa, com os olhos sorridentes, contou-lhes a boa notícia.
— Nosso Jocelino pediu Aeliana em casamento ontem e deu tudo certo.
— Sério? — Os olhos de Aline brilharam e ela quase pulou. — Eu sabia! Jocelino com certeza conseguiria!
— Agora Aeliana e Jocelino finalmente terão seu final feliz.
Aline estava genuinamente feliz por Aeliana.
Heloisa arqueou uma sobrancelha.
A reação de Aline estava estranha.
Pela relação entre Aline e Aeliana, ficar feliz ao ouvir sobre o noivado era normal.

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