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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 659

Eduardo provavelmente observou que ela tinha um grande interesse por café, por isso escolheu dar aquele presente.

E, diga-se de passagem, Eduardo tinha bom gosto; Aeliana gostou bastante.

Ela pousou o bule com cuidado e abriu outra caixa de presente.

Era uma echarpe de caxemira enviada por Heloisa. O tecido cinza-claro era macio e delicado, com bordados discretos nas bordas, elegante e prático.

No cartão estava escrito:

[Aeliana, feliz aniversário! O tempo esfriou, e como não sabia exatamente do que você gosta, escolhi isto. Mesmo com o trabalho corrido, lembre-se de cuidar de si mesma.]

Uma frase simples, mas que fez o nariz de Aeliana arder de emoção.

A última caixa era de Aline: uma cópia fac-símile de um livro antigo de medicina, uma edição limitada. Era exatamente a versão que Aeliana tinha visto em um leilão tempos atrás, mas não conseguira arrematar.

Beatriz soltou um "uau".

— Não era esse o livro que você mais queria um tempo atrás?

— A Aline te conhece muito bem!

— Mulher astuta... Quando perguntei o que ela ia te dar, ela disse que não sabia.

— Não esperava que ela estivesse competindo comigo em segredo.

Aeliana abriu as páginas do livro, e o cheiro suave do papel a envolveu. Ela não conseguiu conter o sorriso.

Estava profundamente tocada.

Hoje ela nem sabia quantas vezes já tinha se emocionado.

Não imaginava que Aline, que sempre parecia tão despojada, tivesse uma sensibilidade tão delicada.

A luz do sol inundava a sala, e os presentes se amontoavam na mesa.

Aeliana sentou-se no sofá, olhando para tudo aquilo, sentindo o peito preenchido por algo quente.

Ela nunca imaginou que, um dia, receberia tantos presentes atenciosos em seu aniversário.

Cada um foi escolhido com base nos gostos dela.

Isso mostrava que todos que lhe enviaram presentes o fizeram com o coração.

Ao perceber isso, Aeliana sentiu uma emoção indescritível.

Beatriz apoiou o queixo nas mãos, olhando para ela com um sorriso:

— Aeliana, está feliz?

Aeliana assentiu, com a voz um pouco rouca:

— Sim, muito feliz.

— Aeliana, feliz aniversário.

Aeliana piscou, um pouco surpresa:

— Você ainda lembra do meu aniversário?

Não imaginava que, depois de tantos anos, Santiago ainda se lembraria.

Santiago riu baixo:

— O quê? Aos seus olhos, sou o tipo de pessoa que não lembra o aniversário dos amigos?

— Além do mais, brincávamos tanto juntos quando éramos crianças, como eu poderia não lembrar?

Aeliana também riu:

— Não, não é isso. Só fiquei um pouco surpresa. Não esperava que... depois de tanto tempo, você ainda lembrasse.

A voz de Santiago soou gentil:

— Sempre lembrei.

Duas palavras simples, mas que aqueceram o coração de Aeliana.

Do outro lado da linha ouvia-se o som do vento; Santiago parecia estar ao ar livre, e o ruído de fundo era um pouco caótico.

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