Aeliana sentou-se, surpresa:
— Beatriz? Por que acordou tão cedo hoje?
Beatriz entrou sorrindo, segurando um copo de água na mão.
— Porque hoje é seu aniversário!
Ela entregou o copo para Aeliana e piscou.
— Aeliana, vá se lavar logo, tem uma surpresa te esperando na sala!
Aeliana pegou o copo. A água desceu por sua garganta, dissipando a sonolência matinal. Ela ficou curiosa:
— Que surpresa?
Beatriz balançou a cabeça com ar de mistério:
— Eu não posso contar, você vai ter que ver com seus próprios olhos!
Dito isso, ela se virou e correu para fora do quarto, com passos leves como os de um pequeno cervo.
...
Na sala de estar.
Assim que Aeliana saiu, sentiu um cheiro doce e suave.
Na mesa de centro havia um pequeno bolo delicado, de cerca de quinze centímetros. A cobertura de chantilly não estava perfeita, mas era decorada com morangos frescos e mirtilos. Ao lado, escrito com calda de chocolate de forma um pouco torta, lia-se "Aeliana Feliz Aniversário".
Aeliana ficou atônita.
Beatriz estava parada ao lado, esfregando os dedos nervosamente.
— Aeliana, fui eu que fiz.
— Feliz aniversário.
— Mas... é a primeira vez que faço um bolo, então pode não ter ficado muito bonito...
Aeliana aproximou-se e olhou para o pequeno bolo. As bordas do chantilly estavam irregulares, os morangos cortados em tamanhos diferentes, mas cada um estava perfeitamente limpo, e os mirtilos brilhavam.
Era visível que quem fez o bolo não tinha muita experiência.
No entanto, apesar de pequeno, parecia muito delicado e feito com extremo cuidado.
Além disso, foi Beatriz quem o fez com as próprias mãos para o aniversário dela.
Esse significado era muito maior do que o bolo em si.
Aeliana sentiu o coração aquecer e olhou para Beatriz:
— Quando você fez isso?
Morando sob o mesmo teto, como ela não tinha ouvido barulho nenhum?
— Tudo bem, tudo bem, já vou.
...
No banheiro.
Enquanto escovava os dentes, Aeliana ainda podia ouvir Beatriz cantarolando na cozinha, o som da concha batendo na panela soando claro e alegre.
Ela olhou para si mesma no espelho e os cantos de seus lábios se curvaram involuntariamente.
O destino, às vezes, é realmente maravilhoso.
Se fosse a Aeliana de logo após sair da prisão, ela jamais imaginaria isso.
Aquela menina que antes estava deitada em uma cama de hospital, agora podia pular de alegria, fazer bolos e cozinhar uma sopa especial para ela.
E ainda permitia que ela recebesse tanto amor.
...
Aeliana saiu do banheiro.
Viu sobre a mesa de jantar uma tigela fumegante de canja à sua frente. O caldo era límpido, a massa fina e delicada, com um ovo poché repousando por cima, adornado com alguns vegetais verdes e cebolinha.
Beatriz estava sentada à frente, com o rosto apoiado nas mãos e os olhos brilhando:
— Prove logo!

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