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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 634

Quando a entrega chegou, Aeliana estava no consultório atendendo um retorno, quando seu celular vibrou de repente.

Ela olhou para a tela.

Era um número desconhecido.

— Com licença, vou atender uma ligação.

Ela fez um sinal para o paciente e foi para o lado atender.

— Alô? Olá.

— Olá, sua entrega chegou. Por favor, venha buscar na porta.

Aeliana ficou confusa:

— Entrega? Eu não pedi comida.

— Você não ligou para o número errado?

O entregador do outro lado da linha também parecia surpreso.

— Desculpe, vou verificar novamente.

Houve um momento de silêncio na linha, como se ele estivesse conferindo o pedido.

— Não, senhora.

— O pedido realmente tem seu endereço e telefone, não liguei errado.

— Já estou na porta, a senhora pode vir buscar?

Aeliana franziu a testa:

— Mas eu realmente não pedi nada. Tem certeza de que não foi engano?

De repente.

Aeliana pareceu se lembrar de algo.

As palavras travaram em sua garganta.

Felizmente, ela já tinha terminado de atender o paciente.

Sinalizando para o paciente, Aeliana saiu para ver o que estava acontecendo.

— Dra. Oliveira, sua comida chegou!

— E parece que é mais de uma.

Assim que os pacientes na fila viram Aeliana, avisaram-na com entusiasmo.

Aeliana até percebeu um olhar de zombaria no rosto de vários deles.

Enquanto Aeliana tentava entender, caminhou até a porta da clínica e estancou.

Mais de dez entregadores estavam em fila, cada um segurando embalagens requintadas.

Costelinha ao barbecue, peixe grelhado, risoto, canja, sobremesas...

E até a mousse de manga da sua doceria favorita.

Um paciente perguntou baixinho:

O paciente disse sorrindo:

— Engano de dezoito marmitas? Dra. Oliveira, acha que somos bobos?

Aeliana, sem saída, mudou de assunto:

— Já vi seus exames, a recuperação está ótima. Continue com a medicação por mais uma semana.

Depois de dispensar o paciente, Aeliana olhou para a mesa cheia de comida e finalmente não resistiu a pegar o celular.

Ela encarou a tela de conversa com Jocelino por um longo tempo, o dedo pairando sobre a tela, mas acabou não enviando nada.

Foi ele quem pediu?

Por que isso de repente?

Era um pedido de paz, ou...

Aeliana mordeu o lábio e, por fim, apenas suspirou levemente, pegando os talheres para provar um pedaço do robalo.

O sabor não estava nada mal.

Enquanto Aeliana desfrutava do almoço, Jocelino sofria em seu escritório distante.

Jocelino estava sentado à mesa, coberta de documentos.

Sendo um workaholic, o atual Jocelino estava raramente procrastinando durante o expediente.

Ele segurava o celular.

A tela estava acesa, mostrando os detalhes do pedido no aplicativo de entrega.

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