Por mais incrível que a Dra. Ana fosse, ela não poderia saber qual era o problema dele apenas olhando a olho nu, certo?
Enquanto Henrique especulava sem parar em sua mente.
Ele ouviu a médica à sua frente dizer com uma voz rouca:
— Isso mesmo, eu sou a Dra. Ana.
— Por favor, entre.
Dentro do consultório.
Henrique tirou o boné e a máscara, revelando um rosto pálido, mas ainda bonito.
Ele sentou-se na cadeira de consulta, os dedos apertando inconscientemente o apoio de braço, o olhar esquivo, olhando com dúvida para Aeliana, visivelmente desconfortável.
Aeliana notou o olhar dele, mas fingiu não ver, apenas abrindo calmamente o prontuário.
— Conte-me detalhadamente sobre a sua situação.
Henrique abriu a boca e fechou novamente, com a testa franzida, como se fosse difícil falar.
Henrique estava enrolando, e isso atrasava o progresso do tratamento.
Aeliana ergueu os olhos para ele, pousou a caneta suavemente na mesa e disse com voz fria:
— Senhor, se você veio se consultar mas não quer explicar a doença, então eu não posso ajudá-lo.
— Sugiro que procure outro profissional.
Vendo que Aeliana estava impaciente, Henrique abriu a boca, e gotas de suor do tamanho de feijões escorreram de sua testa devido ao nervosismo.
Após alguns minutos, Henrique preparou-se psicologicamente e, como se tomasse uma grande decisão, finalmente falou:
— ... É um problema na parte íntima.
Aeliana:
— Qual é a situação específica?
A expressão de Henrique ficou ainda pior, e sua voz saiu extremamente baixa:
— Aquele meu lugar... inflamou.
Inflamação pode ter vários sintomas; Aeliana também estava ficando sem paciência com aquele interrogatório a conta-gotas de Henrique.
Respirando fundo, Aeliana continuou a questionar sem expressão:
— Sinto muito, senhor, não poderei aceitar este caso temporariamente.
O rosto de Henrique ficou lívido, e ele levantou-se bruscamente, a cadeira fazendo um som estridente ao arrastar no chão.
— O que você quer dizer com isso?
— Eu já paguei o sinal, e você diz que não pode tratar?
A voz de Henrique não escondia a raiva.
Antes de vir, ele já havia pago o depósito na Umbral Order, e agora dizer que não iria tratá-lo, ão seria me fazer de bobo?
Além disso, a Dra. Ana era a médica com as melhores habilidades que se podia encontrar na Umbral Order até o momento; se nem ela pudesse curar sua doença.
Então ele estaria acabado?
Henrique sentiu um pânico incontrolável no coração.
Aeliana manteve a expressão calma, sem sequer erguer as pálpebras.
— Pode ficar tranquilo, o sinal e a multa por quebra de contrato serão devolvidos integralmente para a sua conta.
Desta vez, ela realmente subestimara o nível das depravações privadas de Henrique; ele era jovem e ela não queria que seus olhos apodrecessem, então, sem alternativa, Aeliana engoliu o prejuízo desta vez.

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