Os dedos de Jocelino tamborilavam levemente no vidro da janela, e seu tom revelava uma irritação rara.
— Não brigamos.
— Mas quando cheguei hoje, o estado de Aeliana estava muito estranho.
Ele fez uma pausa, e sua voz tornou-se mais sombria.
— Você conhece as pessoas desse círculo.
— Estou preocupado que alguém tenha falado besteira na frente dela.
Odilon compreendeu imediatamente a gravidade da situação.
Jocelino era o solteiro mais cobiçado do meio, o sonho de muitas garotas.
Havia muitas pessoas no círculo insatisfeitas com o relacionamento do Sr. Barreto com a Srta. Oliveira.
Essas pessoas eram como hienas; não seria impossível que tivessem procurado a Srta. Oliveira em algum canto sem que ele soubesse.
— Entendido. — Respondeu Odilon rapidamente. — Vou verificar o mais rápido possível o itinerário da Srta. Oliveira hoje e se alguém entrou em contato com ela.
Jocelino assentiu e acrescentou:
— Especialmente no hospital, ela foi lá hoje. Descubra quem ela encontrou.
Odilon concordou:
— Certo, Sr. Barreto.
Após desligar o telefone, Odilon encarou a tela do celular, franzindo a testa.
Embora tivesse pouco contato com Aeliana.
Ele tinha ouvido falar sobre a personalidade dela.
Para que a Srta. Oliveira tivesse uma oscilação emocional tão grande, provavelmente não era coisa pequena.
Ele não ousou demorar e imediatamente fez algumas ligações para organizar a investigação.
Desligando o telefone, ele caminhou até a janela e viu a figura de Aeliana desaparecer no Bossa Lounge.
Quando Aeliana abriu a porta de casa, a luz da sala ainda estava acesa.
Beatriz estava aninhada no sofá assistindo TV e, ao ouvir o barulho, virou-se imediatamente:
— Aeliana? Você voltou?
— Hoje não vai ficar lá em cima com o Sr. Barreto...
Antes de terminar a frase, ela parou de repente, franzindo a testa.
— Aeliana, o que aconteceu com você?
Aeliana nunca foi de deixar suas emoções transparecerem no rosto.
A menos que algo realmente insuportável tivesse acontecido.
Ela hesitou por um momento, mas acabou seguindo-a e bateu levemente na porta do quarto:
— Aeliana, você quer um pouco de leite?
Houve silêncio dentro do quarto por alguns segundos antes que a voz abafada de Aeliana respondesse:
— Não precisa, obrigada.
Beatriz suspirou e encostou-se na porta:
— Então... se precisar de algo, me chame.
...
Duas e dezessete da manhã.
Aeliana estava deitada na cama, virando-se de um lado para o outro, incapaz de dormir, com os olhos fixos no teto.
De fora da janela vinham ocasionais sons de insetos, e o luar penetrava pelas frestas da cortina, projetando uma linha branca e fria no chão.
Ela se virou e enterrou o rosto no travesseiro, mas as imagens continuavam a passar repetidamente em sua mente.

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