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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 590

Ela pegou uma caneta e circulou alguns pontos no papel.

— Por segurança, sugiro que vocês foquem a investigação nestes itens aqui.

— É o máximo que posso dizer.

Santiago pegou o papel de volta.

As pontas de seus dedos roçaram inadvertidamente nas costas da mão dela.

O toque foi quente.

Santiago paralisou por um instante.

Foi apenas um momento.

Aeliana já havia guardado seu estojo de agulhas e se preparava para sair, quando Santiago avançou rapidamente, bloqueando seu caminho.

— Aeliana, espere um pouco.

Aeliana levantou a cabeça, confusa:

— Mais alguma coisa?

Santiago coçou o nariz, um pouco sem graça.

— Mais tarde, talvez precisemos de sua ajuda para analisar alguns detalhes deste caso.

Ele fez uma pausa, suavizando o tom.

— Assim que eu terminar a passagem de turno, posso te pagar um almoço? Conversamos enquanto comemos.

Aeliana hesitou.

Ela olhou para o relógio.

Pensou que Santiago era um velho amigo que não via há anos, e como o favor fora pedido pelo Sr. Gomes, seria indelicado recusar.

— Tudo bem.

— Mas não demore muito, tenho compromisso à noite.

Um brilho de alegria passou pelos olhos de Santiago:

— Pode deixar, não vou tomar muito do seu tempo.

Ele se afastou para dar passagem.

— Vá sentar um pouco na área de espera lá fora, eu termino rápido.

Aeliana murmurou um "hum" e se virou para caminhar até a área de espera.

Sentada na área de descanso na entrada do hospital, Aeliana pegou o celular.

Ela enviou uma mensagem para Jocelino, avisando que teve um imprevisto e voltaria um pouco mais tarde.

Originalmente, se não fosse pelo pedido do Sr. Gomes, Aeliana estaria se preparando para sair e jantar com Jocelino hoje.

A resposta dele veio instantânea:

— Preciso ir te buscar?

Os cantos dos lábios de Aeliana se curvaram levemente enquanto ela digitava:

Aeliana balançou a cabeça.

Ela esperara pouco mais de meia hora no total, não foi muito tempo.

Santiago parou na frente de Aeliana.

— Vamos, tem um restaurante muito bom aqui perto do hospital.

Aeliana se levantou e o seguiu para fora.

Os dois caminharam lado a lado pelo corredor do hospital.

Chegaram a um pequeno restaurante nas proximidades.

A fachada era modesta, mas o lugar era limpo e organizado.

Santiago era claramente um cliente habitual.

Assim que entraram, ao ver Santiago, o dono o acomodou familiarmente em uma mesa tranquila perto da janela.

Ao se sentarem, Santiago não parou quieto, ocupando-se em servir enquanto puxava conversa com Aeliana.

Ele serviu um copo de água para ela.

— Obrigado mesmo por hoje. Se não fosse por você, aquele suspeito estaria em perigo.

Aeliana pegou o copo d'água e balançou a cabeça.

— Foi apenas um pedido que atendi.

— Já que aceitei a tarefa, isso estava dentro das minhas responsabilidades. Não precisa ser tão formal.

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