Ela pegou uma caneta e circulou alguns pontos no papel.
— Por segurança, sugiro que vocês foquem a investigação nestes itens aqui.
— É o máximo que posso dizer.
Santiago pegou o papel de volta.
As pontas de seus dedos roçaram inadvertidamente nas costas da mão dela.
O toque foi quente.
Santiago paralisou por um instante.
Foi apenas um momento.
Aeliana já havia guardado seu estojo de agulhas e se preparava para sair, quando Santiago avançou rapidamente, bloqueando seu caminho.
— Aeliana, espere um pouco.
Aeliana levantou a cabeça, confusa:
— Mais alguma coisa?
Santiago coçou o nariz, um pouco sem graça.
— Mais tarde, talvez precisemos de sua ajuda para analisar alguns detalhes deste caso.
Ele fez uma pausa, suavizando o tom.
— Assim que eu terminar a passagem de turno, posso te pagar um almoço? Conversamos enquanto comemos.
Aeliana hesitou.
Ela olhou para o relógio.
Pensou que Santiago era um velho amigo que não via há anos, e como o favor fora pedido pelo Sr. Gomes, seria indelicado recusar.
— Tudo bem.
— Mas não demore muito, tenho compromisso à noite.
Um brilho de alegria passou pelos olhos de Santiago:
— Pode deixar, não vou tomar muito do seu tempo.
Ele se afastou para dar passagem.
— Vá sentar um pouco na área de espera lá fora, eu termino rápido.
Aeliana murmurou um "hum" e se virou para caminhar até a área de espera.
Sentada na área de descanso na entrada do hospital, Aeliana pegou o celular.
Ela enviou uma mensagem para Jocelino, avisando que teve um imprevisto e voltaria um pouco mais tarde.
Originalmente, se não fosse pelo pedido do Sr. Gomes, Aeliana estaria se preparando para sair e jantar com Jocelino hoje.
A resposta dele veio instantânea:
— Preciso ir te buscar?
Os cantos dos lábios de Aeliana se curvaram levemente enquanto ela digitava:
Aeliana balançou a cabeça.
Ela esperara pouco mais de meia hora no total, não foi muito tempo.
Santiago parou na frente de Aeliana.
— Vamos, tem um restaurante muito bom aqui perto do hospital.
Aeliana se levantou e o seguiu para fora.
Os dois caminharam lado a lado pelo corredor do hospital.
Chegaram a um pequeno restaurante nas proximidades.
A fachada era modesta, mas o lugar era limpo e organizado.
Santiago era claramente um cliente habitual.
Assim que entraram, ao ver Santiago, o dono o acomodou familiarmente em uma mesa tranquila perto da janela.
Ao se sentarem, Santiago não parou quieto, ocupando-se em servir enquanto puxava conversa com Aeliana.
Ele serviu um copo de água para ela.
— Obrigado mesmo por hoje. Se não fosse por você, aquele suspeito estaria em perigo.
Aeliana pegou o copo d'água e balançou a cabeça.
— Foi apenas um pedido que atendi.
— Já que aceitei a tarefa, isso estava dentro das minhas responsabilidades. Não precisa ser tão formal.

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