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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 589

Embora Santiago não entendesse de medicina, a forma como aquele suspeito convulsionava era claramente diferente de outros pacientes epilépticos.

Os sintomas eram graves demais.

A situação básica já estava compreendida.

Aeliana não fez mais perguntas.

Ela caminhou diretamente até a beira da cama e estendeu a mão para verificar a artéria carótida do paciente.

Sob a ponta de seus dedos, o pulso estava desordenado e rápido.

Aeliana abriu as pálpebras do homem.

As pupilas estavam levemente dilatadas, prova de consciência dissipada.

Mesmo após a injeção de sedativo, os membros do paciente ainda sofriam espasmos incontroláveis.

— Isso realmente não é uma epilepsia comum — Aeliana diagnosticou rapidamente. — Deve ser uma epilepsia tóxica induzida por drogas.

Ela levantou a cabeça e olhou para Santiago.

— Há quanto tempo esse paciente está sob custódia de vocês?

— Ele teve contato com algum medicamento especial recentemente?

Em tese, se o prisioneiro estivesse detido há tempo suficiente, e considerando a alimentação fornecida pela delegacia, isso não deveria acontecer, a menos que houvesse um problema interno.

Mas o impensável aconteceu.

A situação estava ali, diante deles.

O olhar de Santiago endureceu; ele entendeu a insinuação de Aeliana.

Ele se virou imediatamente para a policial atrás dele:

— Julia, verifique quem forneceu a alimentação e os itens com os quais ele teve contato nos últimos dois dias.

Já que isso era um assunto interno deles, não cabia a Aeliana, uma médica consultora, interferir.

Ela já tinha feito sua parte; o resto dependia de Santiago e sua equipe.

Tirando o estojo de agulhas de prata da bolsa, Aeliana desinfetou tudo com movimentos ágeis e instruiu Santiago:

— Ajude-me a segurar a cabeça dele.

Santiago não hesitou e fixou firmemente a cabeça do paciente com as duas mãos.

Embora fosse a primeira vez que Santiago auxiliava Aeliana na acupuntura, a colaboração entre os dois foi surpreendentemente fluida.

As mãos de Aeliana eram precisas e firmes.

— Obrigado.

Aeliana limpou as mãos e sorriu levemente:

— Foi um pedido do professor Gomes, é meu dever.

— Vocês têm mais alguma dúvida? Se não, eu vou indo.

Santiago hesitou por um momento, depois tirou um papel dobrado do bolso.

— Este é a prescrição que o médico deu a ele agora há pouco. Pode dar uma olhada para mim?

Embora Santiago não tivesse dito explicitamente, Aeliana entendeu a intenção imediatamente.

Santiago suspeitava que houvesse um cúmplice naquele hospital.

Já que estava ali, e Santiago era seu amigo, verificar uma receita não era grande coisa.

Aeliana pegou o papel, passou os olhos rapidamente e franziu a testa.

— Olhando apenas para a medicação, não parece haver problema.

— Mas a mistura de alguns desses remédios pode, até certo ponto, produzir neurotoxicidade.

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