Amália apressou-se em "aconselhá-la".
— Gabriela, não fale assim, é minha irmã...
— Afinal, ela não fez nada. Tudo isso não passou de um desejo unilateral do Marcelo e meu...
— Se há alguém para culpar, culpe a mim...
— Culpe-me por não ter visto a verdade antes.
— Se eu soubesse antes...
Amália chorou silenciosamente.
— Irmã? Ela merece esse título?
Gabriela tremia de raiva, sua voz falhando.
— Amália, você é bondosa demais! Alguém como a Aeliana não passa de uma amante! E o Marcelo, só sendo cego para gostar dela!
Amália ouvia os insultos do outro lado da linha.
No lado que Gabriela não podia ver, os cantos de seus lábios se curvaram levemente.
Ela consolou Gabriela com voz suave.
— Gabriela, não se exalte, cuidado para o seu Rodrigo não ouvir...
Gabriela respirou fundo, forçando-se a reprimir a raiva.
— Amália, fique tranquila, não vou deixar você sofrer em vão! Quando eu puder sair, com certeza vou buscar justiça para você!
Amália, "emocionada", soluçou.
— Gabriela, você é tão boa para mim...
As duas conversaram mais um pouco, e Gabriela desligou a contragosto, não sem antes insistir para que Amália cuidasse bem da gravidez.
Amália largou o celular, a fragilidade em seu rosto desapareceu instantaneamente, substituída por um sorriso frio.
Gabriela continuava estúpida como sempre, sendo manipulada com apenas algumas palavras.
Mas isso era bom. Quando Gabriela saísse, haveria muitas oportunidades para criar problemas para Aeliana.
Ela recostou-se preguiçosamente no sofá, tamborilando os dedos no braço do móvel, de bom humor.
Talvez fosse porque os dias recentes estavam sendo confortáveis.
Logo após ligar para Gabriela.
Amália lembrou-se de Henrique, com quem não entrava em contato há muito tempo.
Desde que Henrique fora sobrecarregado com a multa rescisória milionária e o pedido de ajuda dela fora inútil.
Henrique, desapontado, não a procurara mais.
Amália ficou confusa.
Henrique já havia quitado as dívidas?
Para ser tão generoso assim.
Dar quinhentos mil assim, de repente, era mais extravagante do que antes de ele falir.
Estava claro para qualquer um que a origem desse dinheiro de Henrique não era limpa.
Afinal, Amália sabia bem qual era a situação da família Oliveira atualmente.
A família não ajudou, e aquele bando de amigos interesseiros de Henrique jamais ajudaria na hora da dificuldade.
Então, só podiam ser outros meios.
Quanto a que meios seriam esses?
Amália não se importava. Para ela, agora, contanto que Henrique não viesse lhe causar problemas ou demonstrar ressentimento, tudo estava ótimo.
— Tudo bem, só queria saber como você está.
— Henrique, você ainda está bravo comigo?
A mensagem foi enviada e caiu no esquecimento, sem resposta.
Amália não se importou, aceitou a transferência e sorriu, satisfeita.

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