Jocelino curvou os lábios:
— Segredo.
Aeliana ficou em silêncio.
Baixando os cílios, Aeliana escondeu a alegria em seu olhar e disse suavemente:
— ...Como você quiser.
De qualquer forma, todo o trabalho seria de Jocelino, então ela fingiria que não sabia de nada.
Jocelino riu baixinho, achando Aeliana adorável, e beijou o topo da cabeça dela.
— Só fica na expectativa.
Aeliana recostou-se em seus braços, ouvindo as batidas firmes de seu coração.
Seu próprio coração começou a acelerar com alegria e expectativa.
Talvez este aniversário fosse realmente diferente.
Enquanto isso, na família Oliveira.
Por sorte, Amália não sofreu nada grave e descansou no hospital por algumas horas.
O médico observou que a condição de Amália era razoavelmente boa e que ela poderia receber alta para se recuperar em casa.
O hospital, afinal, não se comparava ao conforto de casa.
Ao saberem que Amália poderia ir para casa.
Daniela e Gustavo correram para buscar Amália imediatamente.
O carro preto parou lentamente, a porta se abriu e Amália foi amparada com todo o cuidado por Daniela.
Afinal, ela quase perdeu o bebê.
O rosto de Amália parecia muito pálido.
Suas bochechas, antes arredondadas, estavam levemente encovadas, fazendo seu queixo parecer mais fino; ela parecia que poderia ser derrubada por uma brisa.
Seus lábios quase não tinham cor e havia sombras escuras sob seus olhos, como se não dormisse bem há muito tempo.
Ela estava envolta em um casaco largo de lã, mas ainda parecia frágil.
Daniela começou a chorar de angústia assim que viu Amália naquele estado, acariciando suavemente o rosto pálido da filha.
— Veja só, passaram-se apenas algumas horas e o rosto de Amália já está tão abatido... cadê a energia dela?
— As pessoas importantes nem sequer apareceram!
Daniela também ficou com os olhos vermelhos, amparando Amália até em casa, resmungando sem parar pelo caminho.
— É isso mesmo! Aquele moleque do Marcelo, parece gente boa, mas age com tanta crueldade!
Amália manteve a cabeça baixa, os dedos torcendo a barra da roupa, com a voz fraca.
— Pai, mãe... não culpem o Marcelo, ele... ele pode ter ficado confuso momentaneamente...
— Confuso? — Gustavo riu friamente. — Que direito ele tem de ficar com raiva? Se ele não tivesse te puxado, você teria caído desse jeito?
Os três sentaram-se na sala de estar, ainda reclamando do absurdo que era Marcelo.
Falando nele.
Enquanto Gustavo falava, a campainha tocou.
A empregada correu para abrir a porta e, pouco depois, Gervásio entrou com dois seguranças, ostentando um sorriso protocolar no rosto.
— Gustavo, como está a Amália?
Era óbvio que Gervásio também sabia da notícia da alta de Amália hoje.

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