Henrique não era arrogante?
Mário queria ver como ele se sustentaria na indústria do entretenimento a partir dali.
Henrique e a Vivaz Entretenimento romperam de vez.
Sem nada a perder, a empresa comprou vários perfis de fofoca e revirou o passado dele do avesso. A reputação de Henrique afundava a cada minuto, e os comentários no Twitter viraram um verdadeiro campo de batalha.
Henrique, porém, não ligava. Afinal, tinha colocado muito dinheiro no bolso.
E, enquanto a internet pegava fogo, ele estava ocupado se divertindo com a Sra. Rabelo.
No Bossa Lounge, a água da piscina refletia a luz das estrelas e ondulava suavemente. Henrique estava largado numa espreguiçadeira, com um copo de uísque na mão; o líquido âmbar brilhava sob a iluminação. A gola da camisa, ligeiramente aberta, deixava à mostra marcas ambíguas na clavícula, mas o olhar dele continuava frio.
A Sra. Rabelo se aproximou envolta num roupão de seda. Com um sorriso nos lábios, sentou-se ao lado dele e acariciou-lhe o braço.
— O que foi? Ainda pensando na Vivaz Entretenimento?
Henrique baixou os olhos. Um sorriso fraco surgiu em seus lábios, e a voz carregava uma pontinha de amargura.
— Senhora, a senhora não faz ideia… O contrato que me mostraram era praticamente uma escritura de escravidão.
— Nunca vi cláusulas tão abusivas na minha vida.
— Eu não assinei, como a senhora pediu…
— A senhora não vai ficar brava, vai?
Pensando no quanto a Sra. Rabelo havia investido na Vivaz Entretenimento, Henrique a encarou com um ar de sondagem.
Ela colocou a mão no ombro dele.
— Me conte exatamente o que aconteceu.
Henrique era o protegido dela agora — e, além disso, ela havia colocado muito dinheiro na Vivaz. Mesmo que não fosse por ele, a empresa não tinha o direito de agir com tamanha ousadia.
— Me diga: do jeito que eles estão agindo, como eu poderia voltar a colaborar?
Se assinasse aquele contrato, depois seria impossível sair sem perder tudo. Henrique não era burro a esse ponto.
A indignação dele estava explícita. A Sra. Rabelo estreitou os olhos e, com a ponta do dedo, desenhou círculos no peito dele, sorrindo de um jeito enigmático.
— Henrique… você está reclamando pra mim?
Henrique riu baixo. De repente, segurou o pulso dela e a puxou para seus braços, a voz quase num sussurro.
— Agora, a única pessoa que pode me ajudar é a senhora. Se eu não reclamar com a senhora, vou reclamar com quem?
— Já que a senhora sabe… vai cuidar de mim?
A respiração dele roçou a pele dela, com um leve cheiro de álcool. O olhar, sedutor demais para ignorar.

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