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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 456

Agora a empresa tinha pensado em uma solução para ele.

Ele não queria, recusava isso e aquilo.

Então Henrique que esperasse pela morte!

A Vivaz Entretenimento era uma gigante do setor; ofender a empresa e querer sair ileso era sonhar acordado.

Seria um sonho!

Acabar com ele ainda seria pouco.

De qualquer forma, depois daquela cena, Evaldo não tinha mais paciência para aconselhar Henrique.

A empresa já havia arranjado novos talentos para ele gerenciar, e Henrique já estava rompendo com a empresa.

O que acontecesse com Henrique não era mais da sua conta.

Se não fosse pela consideração dos últimos anos, Evaldo nem ligaria para se ele viveria ou morreria.

Evaldo suspirou, pegou sua pasta e, antes de sair, olhou para Henrique com piedade e um tom sarcástico.

— Tudo bem, já que você é nobre, já que tem princípio.

— Eu que sou o fraco.

— Espero que quando os credores te encurralarem, você continue com essa firmeza e não se arrependa da escolha de hoje.

Ao chegar à porta, ele olhou para trás, vendo Henrique ainda com as costas retas, suspirou novamente e deu um último conselho.

— Embora você tenha rasgado o cartão.

— Eu enviei o contato da Sra. Rabelo para o seu e-mail também. Em consideração a esses quatro anos, vou te dar uma última chance. Se mudar de ideia, me procure a qualquer momento.

A porta do escritório bateu com força, e o silêncio retornou.

Henrique permaneceu no lugar, o peito arfando, os punhos cerrados com força.

Sentia-se extremamente insultado.

Ele, Henrique, que cresceu em berço de ouro, como poderia ter caído a esse ponto?

Mas, Evaldo realmente não esperava que ele fosse tão ingrato.

Agora que a missão falhou, era difícil para Evaldo explicar ao chefe da empresa.

Ele estava diante da mesa, suando frio na testa, explicando com voz fraca.

— Sr. Siqueira, Henrique... ainda não quer ceder.

— Não importa o que eu diga, ele simplesmente não concorda.

Mário Siqueira estava sentado em sua ampla cadeira de couro, tamborilando levemente os dedos na mesa de mogno.

Mário era o CEO da Vivaz Entretenimento.

Aparentava ter cerca de quarenta e sete anos, mantinha a forma física, vestia um terno impecável e até suas abotoaduras brilhavam com um luz fria.

Mário tinha traços regulares, podia até ser chamado de elegante, e usava óculos de aros dourados.

No dedo anelar esquerdo, usava uma discreta aliança de platina.

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