Aeliana massageou as têmporas, tentando convencer a outra parte novamente,
— Jocelino, eu estou realmente bem...
— Endereço. — Ele disse friamente. — Envie-me o endereço de onde você está morando agora.
Aeliana disse impotente,
— O que você vai fazer?
— Vou encontrar outra casa para você e depois mandarei alguém buscá-la.
Seu tom era inquestionável,
— Assim que pegar as chaves, você se muda imediatamente.
Aeliana suspirou,
— Jocelino, eu não sou criança, posso cuidar de mim mesma.
Houve silêncio do outro lado da linha por dois segundos.
Jocelino sabia que a personalidade de Aeliana sempre cedia à suavidade, mas não à dureza.
Ser duro com ela só causaria rebeldia.
Pensando nisso, a voz de Jocelino suavizou, com uma pitada de impotência.
Explicou pacientemente a Aeliana,
— Aeliana, eu não estou te limitando.
— Eu só estou preocupado.
Sua voz era grave, com uma tensão quase imperceptível.
— A segurança naquele bairro é ruim, o ambiente é complexo, eu realmente não fico tranquilo com você morando sozinha lá.
O coração de Aeliana se moveu levemente, e seu tom também se suavizou,
— ... Eu sei.
— Então... — Jocelino aproveitou a oportunidade. — Envie-me o endereço, vou mandar alguém buscá-la.
— Tenho uma casa no subúrbio de lá, não fica longe de onde você mora agora.
— Em meia hora, mandarei alguém levar a chave para você.
Aeliana ainda quis resistir,
— Na verdade, não precisa de tanto trabalho...
Jocelino a interrompeu levemente,
— Aeliana, isso já é o máximo que eu posso ceder.
— Caso contrário...
— Eu vou pessoalmente buscá-la agora.
Aeliana ficou sem palavras.
Ela suspirou e concordou,
Aeliana chutou-o sem expressão.
— Pare de falar bobagem, ajude-me a carregar as coisas logo, ainda tenho que voltar para arrumar as malas.
Décio desviou rindo,
— Pode deixar! Indo ser seu burro de carga agora!
Aeliana pensou em voltar logo para arrumar as malas.
Mas não esperava.
Assim que ela e Décio terminaram de comprar os remédios e se preparavam para sair, deram de cara com um grupo de pessoas.
O líder dos bandidos estava com um cigarro na boca, uma corrente de ouro grossa no pescoço, seguido por quatro ou cinco capangas, bloqueando o meio da estrada de forma desleixada.
— Ora, não é o Décio?
— O que foi, trouxe uma gatinha para passear hoje?
O homem da corrente de ouro sorriu, mostrando dentes amarelos, olhando para Aeliana e Décio com um olhar de avaliação descarado.
Ao ver o outro, o rosto de Décio fechou, e ele se colocou na frente de Aeliana.
— Bruno, limpe sua boca.
O homem chamado "Bruno" zombou, seu olhar avaliando Aeliana sem escrúpulos.
— O quê, protegendo tanto essa garota?
— Será que essa garota é sua nova namorada? Ela é bem bonita, hein.

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