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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 441

Aeliana massageou as têmporas, tentando convencer a outra parte novamente,

— Jocelino, eu estou realmente bem...

— Endereço. — Ele disse friamente. — Envie-me o endereço de onde você está morando agora.

Aeliana disse impotente,

— O que você vai fazer?

— Vou encontrar outra casa para você e depois mandarei alguém buscá-la.

Seu tom era inquestionável,

— Assim que pegar as chaves, você se muda imediatamente.

Aeliana suspirou,

— Jocelino, eu não sou criança, posso cuidar de mim mesma.

Houve silêncio do outro lado da linha por dois segundos.

Jocelino sabia que a personalidade de Aeliana sempre cedia à suavidade, mas não à dureza.

Ser duro com ela só causaria rebeldia.

Pensando nisso, a voz de Jocelino suavizou, com uma pitada de impotência.

Explicou pacientemente a Aeliana,

— Aeliana, eu não estou te limitando.

— Eu só estou preocupado.

Sua voz era grave, com uma tensão quase imperceptível.

— A segurança naquele bairro é ruim, o ambiente é complexo, eu realmente não fico tranquilo com você morando sozinha lá.

O coração de Aeliana se moveu levemente, e seu tom também se suavizou,

— ... Eu sei.

— Então... — Jocelino aproveitou a oportunidade. — Envie-me o endereço, vou mandar alguém buscá-la.

— Tenho uma casa no subúrbio de lá, não fica longe de onde você mora agora.

— Em meia hora, mandarei alguém levar a chave para você.

Aeliana ainda quis resistir,

— Na verdade, não precisa de tanto trabalho...

Jocelino a interrompeu levemente,

— Aeliana, isso já é o máximo que eu posso ceder.

— Caso contrário...

— Eu vou pessoalmente buscá-la agora.

Aeliana ficou sem palavras.

Ela suspirou e concordou,

Aeliana chutou-o sem expressão.

— Pare de falar bobagem, ajude-me a carregar as coisas logo, ainda tenho que voltar para arrumar as malas.

Décio desviou rindo,

— Pode deixar! Indo ser seu burro de carga agora!

Aeliana pensou em voltar logo para arrumar as malas.

Mas não esperava.

Assim que ela e Décio terminaram de comprar os remédios e se preparavam para sair, deram de cara com um grupo de pessoas.

O líder dos bandidos estava com um cigarro na boca, uma corrente de ouro grossa no pescoço, seguido por quatro ou cinco capangas, bloqueando o meio da estrada de forma desleixada.

— Ora, não é o Décio?

— O que foi, trouxe uma gatinha para passear hoje?

O homem da corrente de ouro sorriu, mostrando dentes amarelos, olhando para Aeliana e Décio com um olhar de avaliação descarado.

Ao ver o outro, o rosto de Décio fechou, e ele se colocou na frente de Aeliana.

— Bruno, limpe sua boca.

O homem chamado "Bruno" zombou, seu olhar avaliando Aeliana sem escrúpulos.

— O quê, protegendo tanto essa garota?

— Será que essa garota é sua nova namorada? Ela é bem bonita, hein.

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