Assim que ela terminou de falar, o celular em seu bolso vibrou de repente.
Ao tirá-lo para olhar.
Era Jocelino.
Desde que Aeliana chegou a Nova Aurora ontem, Jocelino ligava pontualmente para ela todos os dias.
Para garantir a segurança de Aeliana e, ao mesmo tempo, manter o contato afetivo.
Décio também vislumbrou o nome na tela; depois do que aconteceu ontem, Décio sabia que a pessoa do outro lado era o namorado de Aeliana.
Décio abriu um sorriso largo e provocou Aeliana,
— Dra. Oliveira, seu namorado veio fazer a ronda?
Aeliana lançou-lhe um olhar severo e atendeu o telefone,
— Alô?
Do outro lado da linha, a voz de Jocelino era grave e agradável,
— Está ocupada?
— Sim, surgiram algumas coisas hoje de repente.
Aeliana respondeu enquanto sinalizava para o dono embrulhar o *Ganoderma*.
O som de vozes barulhentas e gritos de vendedores ao fundo foi transmitido claramente.
Aeliana estava diante de uma barraca barulhenta, de cabeça baixa verificando a qualidade das ervas, com o celular no ouvido, ouvindo a voz de Jocelino.
Do outro lado da linha, Jocelino percebeu agudamente o barulho ao fundo.
— Você está na rua?
Aeliana soltou um "hum",
— Estou comprando remédios, estou no mercado de ervas agora, pode estar um pouco barulhento.
Jocelino fez uma pausa e perguntou de repente,
— Qual mercado de ervas?
A ponta dos dedos de Aeliana parou levemente, seu tom natural,
— Um aqui perto.
— Perto? — A voz de Jocelino ficou mais grave. — Aí não parece um mercado comum.
Atrás de Aeliana, um vendedor gritava a plenos pulmões,
— *Raiz de angélica*! A melhor *raiz de angélica*! Vendendo barato!
Imediatamente depois, o rugido do motor de uma motocicleta veio de não muito longe, junto com os gritos de crianças correndo e brincando.
O outro lado do telefone ficou em silêncio por dois segundos.
— Aeliana. — A voz de Jocelino esfriou de repente. — Você não está na cidade?
Aeliana ficou em silêncio.
Com o silêncio de Aeliana.
Jocelino, sendo uma pessoa muito inteligente.
Com essa reação de Aeliana, ele entendeu tudo num instante.
Aeliana certamente estava preocupada que ele se preocupasse, então escondeu isso dele deliberadamente.
Aeliana ficou sem palavras.
A voz de Jocelino esfriou completamente.
— Você está morando sozinha naquele bairro?
Aeliana tentou acalmá-lo.
— Não, eu moro bem perto dos meus empregadores.
— E aqui não é tão bagunçado, meu empregador tem influência local, ninguém ousa me causar problemas...
Essas palavras de conforto de Aeliana soavam como desculpas aos ouvidos do irritado Jocelino.
— Aeliana.
Jocelino a interrompeu diretamente, com raiva contida na voz.
— Combinamos que você me informaria se houvesse algo, você está sozinha num lugar tão perigoso e misturado.
— Como posso ficar tranquilo?

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