Inesperadamente, assim que o prazo de um mês expirou, a pessoa misteriosa a procurou.
Nem um dia a mais, nem um a menos.
Aeliana fechou os olhos.
Seus dedos acariciavam inconscientemente o pingente de jade em seu pescoço, o toque frio e suave a acalmava.
Ela abriu os olhos de repente, encarando as nuvens brancas pela janela, com o olhar cheio de determinação.
Desta vez, ela descobriria qual mistério estava escondido no jade que Flávia lhe dera.
Não importava o que a esperasse.
O avião cruzou o céu azul por três horas.
Aeliana chegou ao aeroporto de Nova Aurora.
Após desembarcar, Aeliana não teve pressa em encontrar a pessoa misteriosa fora do aeroporto.
Com experiência, foi ao banheiro e usou as ferramentas de maquiagem e roupas que preparara para se disfarçar.
Quando saiu novamente para o saguão de desembarque.
Estava irreconhecível.
Aeliana usava boné e máscara, a maquiagem alterava seus contornos, tornando seu rosto estranho ao anterior.
Ela arrastava uma pequena mala, parada no ponto de encontro, observando ao redor.
Era horário de pico, o lado de fora do aeroporto estava cheio e caótico.
Aeliana permaneceu parada, sem encontrar o contato combinado.
Porém, não entrou em pânico, esperando calmamente.
Logo, uma van preta discreta freou bruscamente à sua frente.
A janela baixou, revelando um rosto jovem e arrogante.
O rapaz tinha tatuagens no braço, brincos brilhantes e um cigarro na boca.
A imagem de um delinquente, um "maloqueiro", surgiu diante de Aeliana.
O jovem ergueu as sobrancelhas, medindo-a de cima a baixo.
A contragosto, tirou do porta-luvas um pingente redondo e escuro, balançando-o devagar na frente de Aeliana.
Garantindo que ela visse os detalhes, guardou-o rapidamente.
— Agora pode entrar?
— Que demora, não fica travando o trânsito, tão buzinando atrás de mim.
Aeliana continuou imóvel, tentando extrair alguma informação.
O jovem percebeu a intenção dela e deu de ombros, resignado.
— Você quis ver o sinal, eu mostrei. Quanto a quem é o chefe... não posso dizer, você vai ver quando chegar.
Aeliana o encarou por dois segundos, confirmando que ele não estava armado, antes de abrir a porta e entrar.
O jovem viu a cautela dela pelo retrovisor e resmungou.
— Quanta frescura.
— E que desconfiança...

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