— Vim te trazer o café da manhã.
— E também para avisar que terei que me ausentar por alguns dias.
Jocelino parou, caminhou até ela e sentou-se à sua frente.
— É algo realmente urgente?
— Precisa da minha ajuda?
Ele havia acabado de voltar de viagem.
Os dois tinham aproveitado apenas um dia juntos.
Jocelino planejava compensar Aeliana devidamente durante esse tempo, mas ela já estava de partida.
O caso de Flávia era complexo.
Aeliana não entrou em detalhes com Jocelino.
— É uma tarefa que minha professora me confiou, nada demais.
Flávia significava muito para Aeliana.
Jocelino ficou em silêncio por um momento, então perguntou.
— Posso ir com você?
Ao perguntar, Jocelino não tinha muitas esperanças.
Ele sabia que, com a personalidade de Aeliana, ela não gostava que se envolvessem em seus assuntos pessoais.
Mesmo com a intimidade que já compartilhavam.
Como esperado.
Aeliana silenciou por um instante e balançou a cabeça, recusando Jocelino.
— Não precisa, é algo simples, eu resolvo.
Jocelino a encarou, com o olhar profundo.
— Então você tem que me dizer, para onde vai e quando?
Aeliana sustentou o olhar, sabendo que ele exigia saber seu paradeiro.
Ela hesitou, mas respondeu.
— Vou para Nova Aurora, o voo é daqui a pouco.
— Então espere um pouco, eu vou te levar ao aeroporto.
...
Fora do terminal do aeroporto.
O Maybach preto parou suavemente.
Jocelino desceu, deu a volta e abriu a porta para Aeliana.
Aeliana desceu carregando apenas uma mochila, ela olhou para o painel de voos acima do terminal.
Faltava apenas meia hora para a decolagem do seu voo.
Jocelino murmurou um "hum" e, de repente, a puxou para um abraço apertado.
Aeliana congelou, sem tempo de reagir.
Ele já a soltara, recuando meio passo com a expressão habitual.
— Está quase na hora do embarque, vá.
Parecia que aquele abraço tinha sido apenas uma ilusão.
As orelhas de Aeliana esquentaram.
Ela tossiu levemente e se virou para o terminal.
Após alguns passos, ela olhou para trás e acenou para Jocelino.
— Lembre-se de comer na hora certa e pare de viver só de café.
Dito isso, ela entrou no terminal, com uma postura elegante e decidida.
Jocelino permaneceu imóvel até que a figura dela desaparecesse na multidão, só então desviou o olhar.
O avião decolou, rompendo as nuvens.
Aeliana encostou-se na janela, observando a silhueta da cidade diminuir, perdida em pensamentos.
A mensagem daquele misterioso na Umbral Order, um mês atrás, ainda estava vívida em sua mente.
[Quer saber o segredo do jade de Flávia? Em um mês, entrarei em contato.]

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