Amália olhou para o rosto sorridente da filha encantada com os novos brinquedos em seus braços, depois leu a mensagem de texto que se seguiu e sentiu a muralha em seu coração ceder um pouco mais, sem perceber.
Após alguns encontros, Amália teve de admitir que estar com Ian Guedes era relaxante e até... agradável.
Ele sempre sabia onde estavam os limites da conversa, nunca tentava investigar o passado que ela não queria mencionar, e a ternura que demonstrava ao falar ocasionalmente da filha parecia genuína e sem afetação.
Assim, após alguns encontros.
Ian Guedes também sentiu a atitude de Amália em relação a ele se suavizar e, aproveitando o momento, a convidou para jantar.
Após o jantar, enquanto o garçom retirava os pratos de sobremesa, Ian Guedes pousou a xícara de chá e olhou para Amália.
A luz suave do restaurante iluminava o seu rosto de traços marcantes, fazendo-o parecer um pouco mais sério do que o habitual.
— Amália.
Ele começou, com a voz um pouco mais baixa do que o normal, garantindo que apenas os dois pudessem ouvir:
— Acho que é hora de você saber a minha posição sobre algumas coisas.
O coração de Amália deu um salto sem motivo aparente, e ela ergueu os olhos para ele.
— Eu sei que você pode precisar de mais tempo, e eu estou disposto a continuar esperando.
— Mas sinto que certas coisas precisam ser esclarecidas. Estes meses de contato só confirmaram para mim que você é uma mulher boa, forte e gentil, e a pequena Serena é um anjo adorável.
— Eu gosto muito de vocês, de verdade. Eu adoraria ter a oportunidade de cuidar de vocês como marido e pai, protegê-las e dar-lhes um lar verdadeiramente seguro.
Ele fez uma pausa, o tom ainda mais sincero:
— Amália, não estou dizendo isso para pressioná-la, só quero que você conheça os meus sentimentos.
— Independentemente do que você decidir no final, eu respeitarei.
— Mas, se possível... eu gostaria de trazer vocês para perto de mim em breve. Eu prometo que farei tudo ao meu alcance para fazê-las felizes.
— Você...

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