Isso apenas tornou o sentimento de estranheza no coração de Amália ainda mais nítido.
Ian Guedes já havia se levantado com elegância, caminhando naturalmente até a porta da sala reservada, abrindo-a ele mesmo e fazendo um gesto convidativo.
— Então, aguardo ansiosamente o nosso próximo encontro, Sra. Oliveira.
Ele sorriu, o olhar gentil caindo sobre ela, e acrescentou, com a quantidade certa de calor:
— Por favor, não se esqueça de mandar os meus cumprimentos àquela adorável pequena princesa.
— Espero que ela não tenha sentido muita falta da mãe durante essa breve ausência.
Amália suprimiu os pensamentos complexos que turbilhavam em sua mente e respondeu com um sorriso o mais educado possível, assentindo:
— Obrigada, Sr. Guedes, eu mandarei.
— Adeus.
Dito isso, ela saiu apressadamente.
Entrando no carro que Leonardo Marques havia providenciado para buscá-la, Amália encostou-se no banco, observando as luzes brilhantes da cidade passando rapidamente pela janela, enquanto sua mente repassava todos os detalhes do encontro de agora há pouco.
O rosto bonito e refinado de Ian Guedes, suas palavras gentis, seus modos atenciosos... tudo era excelente.
Mas por que ela sentia calafrios na espinha, como se não tivesse acabado de ter um encontro, mas sim concluído uma negociação com um oponente invisível?
O que ele realmente queria?
Era apenas porque eu me pareço com a falecida esposa dele?
Amália fechou os olhos, repetindo o nome da filha inúmeras vezes em sua mente.
Serena, o que a mamãe deve fazer?

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