A porta do veículo se abriu, e a equipe médica bem treinada, junto com uma maca, entrou às pressas.
Em um instante, a Villa Atlântica ficou toda iluminada, mergulhada em absoluto caos.
O Sr. Sousa liderava a equipe pessoalmente, com expressão severa.
— Rápido!
— Onde está a Sra. Oliveira? Como ela está agora?
O Sr. Sousa perguntou depressa enquanto vestia o jaleco branco.
— Aqui!
— Sr. Sousa, venha rápido ver o que está acontecendo com a senhorita!
— Ela está com muita dor!
Sofia gritava e chorava enquanto, junto com algumas empregadas, tentava desajeitadamente transferir Amália para a maca.
O local era uma confusão total.
Aeliana também ajudava ansiosamente a apoiá-la, murmurando sem parar:
— Cuidado, devagar, apoiem a lombar...
E ainda não esquecia de confortar Amália:
— Isso, senhorita, aguente firme. O médico chegou, já vai passar...
Justo quando todos conseguiam colocar Amália na maca e se preparavam para levá-la para fora, Aeliana pareceu se lembrar de algo crucial. Ela puxou de repente Sofia, que seguia a maca atordoada, e falou com voz ansiosa e apressada.
— Sofia! Espera!
— Você pegou os documentos da senhorita?
— E aquele sachê de ervas calmantes que ela sempre carrega?
— Com a situação da senhorita, é provável que ela não volte esta noite. O ambiente do hospital é estranho, e, como o senhor não está aqui agora, sem essas coisas ela vai ficar ainda mais inquieta.
— Ainda não sabemos quanto tempo ela vai precisar ficar no hospital. Temos que levar algumas roupas íntimas para trocar e os produtos de pele que ela costuma usar, não acha?
Ao ser lembrada disso, Sofia também se deu conta de repente.
— Sim, sim, sim!
— Os documentos! E os exames anteriores também!
As luzes azuis e vermelhas da ambulância piscavam, parecendo ainda mais ofuscantes na noite, iluminando a frente da mansão em clarões intermitentes. Refletiam também no rosto pálido como papel e nos olhos aterrorizados de Amália.
O ar estava impregnado por uma mistura de cheiro de desinfetante e pela leve brisa noturna. Ela estava cercada por uma equipe médica desconhecida, que falava jargões que não compreendia.
As rodas metálicas da maca faziam um som duro e frio ao passar pelo chão.
Tudo aquilo fazia Amália se sentir incrivelmente estranha e apavorada.
A dor no abdômen vinha em ondas, cada vez mais violentas. A cada contração, ela sentia como se estivesse sendo rasgada.
Ela estava deitada naquela maca fria.
Sentia-se como se estivesse prestes a ser jogada na boca de um monstro.
— Rápido! Subam com cuidado!
— Preparem o oxigênio!
— Monitorem os sinais vitais!
As ordens apressadas da equipe médica ecoavam em seus ouvidos e passavam diante de seus olhos como uma pantomima caótica e opressiva.

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