Ao entrar correndo no quarto de Amália e ver a mulher encolhida de dor na cama, banhada em suor frio, o coração de Aeliana afundou de forma incontrolável.
Embora estivesse segura da dosagem que havia usado, ver alguém sofrendo tanto de verdade...
Aeliana reprimiu aquele leve desconforto; afinal, não era momento para compaixão.
Ela correu até a cama e, ao ver o estado de Amália, seu rosto também perdeu a cor na mesma hora.
— Senhorita, o que houve com você?
— Senhorita, não me assuste!
A voz de Aeliana tremia visivelmente. Ela se jogou ao lado da cama, querendo tocá-la, mas sem ousar agir de forma imprudente, parecendo não saber o que fazer.
Mas talvez fosse o instinto de quem cuida de pacientes há muito tempo, ou a necessidade de alguém agir naquela situação.
Com as mãos trêmulas, Aeliana tocou a testa de Amália.
A pele estava fria e úmida. Em seguida, ela mediu o pulso de Amália para sentir o ritmo interno do corpo.
O pulso batia rápido e descompassado. A palidez e a postura de agonia de Amália eram assustadoras.
Somando isso ao fato de o abdômen estar tenso e às contrações severas... as reações eram idênticas às previstas.
Aeliana se sentiu um pouco mais aliviada por dentro, mas por fora demonstrou estar ainda mais ansiosa e desesperada. Seu rosto empalideceu, e ela franziu a testa, mudando o tom de voz.
— O pulso da senhorita está muito irregular!
— E a barriga dela está se mexendo demais!
— I-isso não está certo!
— Assim... sente que melhorou um pouco? Respire fundo, senhorita. Puxe o ar devagar...
Enquanto massageava, guiava a respiração de Amália, tentando usar aquele método para ajudá-la a relaxar o corpo tenso e aliviar os espasmos causados pelas contrações ou pela dor intensa.
A consciência de Amália flutuava em meio à dor aguda. Ela só sentia como se uma mão invisível estivesse apertando e torcendo sua barriga impiedosamente, ou como se algo agitado batesse em tudo lá dentro, tentando rasgar seu corpo para sair.
O suor frio encharcou seu pijama. Sua visão escurecia repetidamente, os ouvidos zumbiam, e ela quase não conseguia ouvir o barulho ao redor.
Justo quando a dor estava a ponto de fazê-la desmaiar, uma mão fresca, ligeiramente úmida, segurou a sua.
Aquela mão parecia coberta por algo refrescante, com um leve cheiro de menta, trazendo um estímulo suave em meio à agonia sufocante.
A pressão daquela mão não era forte; na verdade, parecia massagear os nós dos dedos e os pulsos de forma um tanto desajeitada, tentando abrir os dedos que se cravavam na própria palma. Os polegares daquela pessoa, que tinham leves calosidades, pressionavam os pontos variando a força, e não dava para dizer que era exatamente confortável.
Mas aquela massagem contínua e tranquilizadora, somada ao frescor transmitido pela palma, funcionou como uma pequena corda que a puxou temporariamente da escuridão que quase a engolia de volta a um fio de realidade.

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