Entrar Via

Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 1588

Ao entrar correndo no quarto de Amália e ver a mulher encolhida de dor na cama, banhada em suor frio, o coração de Aeliana afundou de forma incontrolável.

Embora estivesse segura da dosagem que havia usado, ver alguém sofrendo tanto de verdade...

Aeliana reprimiu aquele leve desconforto; afinal, não era momento para compaixão.

Ela correu até a cama e, ao ver o estado de Amália, seu rosto também perdeu a cor na mesma hora.

— Senhorita, o que houve com você?

— Senhorita, não me assuste!

A voz de Aeliana tremia visivelmente. Ela se jogou ao lado da cama, querendo tocá-la, mas sem ousar agir de forma imprudente, parecendo não saber o que fazer.

Mas talvez fosse o instinto de quem cuida de pacientes há muito tempo, ou a necessidade de alguém agir naquela situação.

Com as mãos trêmulas, Aeliana tocou a testa de Amália.

A pele estava fria e úmida. Em seguida, ela mediu o pulso de Amália para sentir o ritmo interno do corpo.

O pulso batia rápido e descompassado. A palidez e a postura de agonia de Amália eram assustadoras.

Somando isso ao fato de o abdômen estar tenso e às contrações severas... as reações eram idênticas às previstas.

Aeliana se sentiu um pouco mais aliviada por dentro, mas por fora demonstrou estar ainda mais ansiosa e desesperada. Seu rosto empalideceu, e ela franziu a testa, mudando o tom de voz.

— O pulso da senhorita está muito irregular!

— E a barriga dela está se mexendo demais!

— I-isso não está certo!

— Assim... sente que melhorou um pouco? Respire fundo, senhorita. Puxe o ar devagar...

Enquanto massageava, guiava a respiração de Amália, tentando usar aquele método para ajudá-la a relaxar o corpo tenso e aliviar os espasmos causados pelas contrações ou pela dor intensa.

A consciência de Amália flutuava em meio à dor aguda. Ela só sentia como se uma mão invisível estivesse apertando e torcendo sua barriga impiedosamente, ou como se algo agitado batesse em tudo lá dentro, tentando rasgar seu corpo para sair.

O suor frio encharcou seu pijama. Sua visão escurecia repetidamente, os ouvidos zumbiam, e ela quase não conseguia ouvir o barulho ao redor.

Justo quando a dor estava a ponto de fazê-la desmaiar, uma mão fresca, ligeiramente úmida, segurou a sua.

Aquela mão parecia coberta por algo refrescante, com um leve cheiro de menta, trazendo um estímulo suave em meio à agonia sufocante.

A pressão daquela mão não era forte; na verdade, parecia massagear os nós dos dedos e os pulsos de forma um tanto desajeitada, tentando abrir os dedos que se cravavam na própria palma. Os polegares daquela pessoa, que tinham leves calosidades, pressionavam os pontos variando a força, e não dava para dizer que era exatamente confortável.

Mas aquela massagem contínua e tranquilizadora, somada ao frescor transmitido pela palma, funcionou como uma pequena corda que a puxou temporariamente da escuridão que quase a engolia de volta a um fio de realidade.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Despertar Depois dos 1460 dias