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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 1232

Aline e Aeliana trocaram um olhar, e um traço de constrangimento cúmplice brilhou nos olhos de ambas.

— É sério, não precisa! Meus amigos já estão me apressando! — Aline deu um passo para trás com firmeza, interpretando perfeitamente o papel de quem abandona a amiga pelo romance alheio, e aproveitou para lançar a Aeliana um olhar sugestivo que dizia "boa sorte, estou torcendo por você". — Aeliana, combinamos que você me paga um jantar maravilhoso outro dia para compensar! Vou deixar essa refeição na conta para a próxima! Jocelino, Aeliana, tchauzinho! Tenham um ótimo jantar!

Após dizer isso, sem esperar que os dois respondessem, ela agiu como um coelho ágil. Segurando sua bebida e as sacolas, rapidamente parou um táxi e entrou. Ainda teve o cuidado de colocar a cabeça para fora da janela, acenando para eles antes de o carro desaparecer rua afora.

— Vocês duas... estão um pouco estranhas hoje. Aline não costuma ser tão "compreensiva" assim. — Jocelino observou o táxi se misturar ao trânsito, recolheu o olhar e voltou-se para Aeliana com uma leve confusão.

Pelo que conhecia de sua prima, ela jamais perderia a chance de uma refeição grátis, especialmente quando Aeliana estava pagando.

O coração de Aeliana deu um salto, mas ela fingiu tranquilidade, ajeitando os cabelos desgrenhados pelo vento.

— Não tem nada de estranho. Aline apenas cresceu e amadureceu. Vamos logo, você não disse que a reserva era para as dezenove horas? Melhor não nos atrasarmos.

Um traço de dúvida cruzou o olhar de Jocelino, mas ele não insistiu. Ele abriu a porta do carro para ela, colocando instintivamente a mão no batente superior para protegê-la.

O veículo seguiu de forma suave em direção ao restaurante exclusivo. No caminho, Jocelino perguntou de forma casual:

— Você passeou com a Aline por tanto tempo hoje, o que acabaram comprando?

Ele havia notado a pequena e elegante sacola que Aeliana protegia com cuidado especial em suas mãos, cuja embalagem não parecia ser comum nas lojas do shopping.

— Hum... nós apenas andamos por aí, tomamos um chá e compramos algumas roupas. — Aeliana, que observava a paisagem urbana passando pela janela, sentiu o coração apertar novamente ao ouvir a pergunta, respondendo de forma vaga enquanto apontava para as sacolas no banco de trás, tentando mudar de assunto. — Também comprei uma camisa para você. Achei que a cor combinaria perfeitamente.

Em meio ao aroma suave que subia do bule, Aeliana respirou fundo e tirou da bolsa a pequena caixa de veludo azul-escuro que havia protegido com tanto cuidado durante todo o trajeto.

— Jocelino. — A voz de Aeliana soou um pouco mais suave que o normal enquanto ela empurrava a caixinha na direção dele. — Isto... é para você.

Jocelino claramente não esperava que ela lhe entregasse um presente de forma tão repentina e ficou momentaneamente surpreso.

Ele observou as bochechas coradas dela e os olhos hesitantes que lutavam para manter contato visual. Parecendo compreender algo, a surpresa em seu olhar foi lentamente substituída por uma ternura profunda.

— O que é isto? — Ele perguntou em voz baixa, passando os dedos pela superfície lisa da caixa de veludo, sem abri-la de imediato.

— Abra e veja. — Aeliana apertou levemente as próprias mãos debaixo da mesa.

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