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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 74

“Controle não é sobre evitar o caos… é sobre saber quando usá-lo.”

O problema nunca foi a imprensa falar demais. O problema era quando ela começava a dizer exatamente o que ele queria ouvir.

Edward não levantou o tom de voz.

Não precisou.

Sentado atrás da mesa imponente de madeira escura, com a cidade se estendendo em vidro e aço atrás dele, cada palavra que saía de sua boca carregava um peso que dispensava qualquer tipo de esforço, enquanto os dedos longos giravam lentamente uma caneta entre eles, num gesto quase distraído, mas que denunciava um controle absoluto sobre a situação.

— Nyet, Viktor… — disse em russo com um sotaque leve, mas preciso, apoiando o cotovelo na mesa enquanto inclinava minimamente a cabeça, como se estivesse lidando com algo previsível — você não está negociando com amadores.

Do outro lado da linha, a voz grave do empresário russo insistia em termos que Edward claramente já havia descartado mentalmente, e o pequeno sorriso que surgiu no canto de sua boca não tinha nada de cordial.

— Eu não reviso contratos duas vezes — continuou, agora mais frio, mais direto — você assina… ou perde a oportunidade.

Um silêncio curto e estratégico se instalou enquanto Edward ouvia, e esperava o tempo exato até finalizar, sem qualquer hesitação.

— Ótimo. Minha equipe entra em contato.

Desligou o telefone sem despedidas.

A caneta parou de girar quando a porta se abriu e Adrian entrou com a postura controlada de sempre, fechando a porta atrás de si com cuidado, mas sem suavidade, como alguém que já sabia que não estava ali apenas para uma conversa casual.

Edward ergueu o olhar, analisou o amigo por um instante e inclinou levemente a cabeça, deixando surgir um sorriso debochado que só aparecia quando estava completamente à vontade.

— Se for para me dar bom dia, você está atrasado — disse, com um meio sorriso.

Adrian não reagiu ao comentário, apenas caminhou até a mesa, parando à frente dela com uma calma que não escondia a intenção, e estendeu o celular na direção dele.

— Já viu isso?

Edward não pegou o aparelho de imediato.

Olhou primeiro para o rosto do amigo, depois para a tela. E só então estendeu a mão, pegando o celular com um movimento tranquilo demais para alguém que claramente já sabia o que encontraria ali.

Os olhos dele percorreram as imagens uma, duas, três vezes : Dayse ao seu lado, o anel em destaque, a mão firme na cintura, o sussurro capturado no ângulo perfeito. Todas as fotos seguidas pelas manchetes, suposições e frases cuidadosamente construídas para transformar tudo aquilo em uma narrativa convincente.

O canto da boca dele se ergueu de maneira perigosa.

— Tudo como esperado — respondeu, devolvendo o celular sem pressa.

Adrian arqueou levemente a sobrancelha.

— Então você está contando com a ajuda da imprensa para tornar esse “noivado” ainda mais real?

Edward recostou-se na cadeira, entrelaçando os dedos sobre o abdômen, mantendo o olhar fixo no amigo.

— Meu caro Adrian… — começou, com calma — a imprensa sabe ser extremamente convincente quando deseja. E eu sempre fui um homem muito inteligente para usar isso ao meu favor.

— Sério? Ou será que desta vez, está muito claro o seu interesse?

Edward soltou o ar pelo nariz, desviando o olhar por um segundo.

— Você anda vendo filmes demais. Eu já disse meu caro amigo, você precisa transar urgentemente.

Adrian fechou os olhos por um segundo, já prevendo.

— Precisa de uma mulher que te faça gozar a noite inteira… — continuou Edward, sem qualquer intenção de suavizar — uma mulher como a senhorita Vasconcelos.

Adrian corou de leve, mas foi suficiente. E isso, para Edward, já era uma resposta.

— Não muda de assunto — rebateu, voltando o olhar para ele, firme.

— Eu não estou mudando de assunto — respondeu Edward, agora mais direto, com o sorriso desaparecendo aos poucos — só não vou alimentar uma ideia fantasiosa na sua mente excessivamente fértil.

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