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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 192

“Às vezes o amor aparece primeiro nos pequenos lugares onde alguém escolhe permanecer.”

Dayse Whitmore

A primeira coisa que percebi quando despertei naquela manhã foi o calor.

Não o calor confortável da manta sobre minhas pernas, mas o calor firme e masculino envolvendo meu corpo inteiro de um jeito perigosamente íntimo, como se durante a madrugada eu tivesse procurado abrigo exatamente no lugar onde nunca deveria ter me sentido segura demais.

Meu rosto estava pressionado contra o peito de Edward. E foi justamente essa percepção que fez meu coração acelerar violentamente dentro do peito.

Os olhos ainda demoraram alguns segundos para abrir completamente enquanto minha cabeça tentava entender por que o cheiro dele estava tão perto, por que o braço masculino permanecia preso ao redor da minha cintura e por que eu conseguia ouvir a respiração lenta dele tão próxima do meu ouvido.

Então a memória da madrugada voltou inteira.

O sofá, a manta, o “fica”.

Levantei minimamente o rosto devagar, tomando cuidado para não acordá-lo, mas foi impossível impedir o pequeno aperto que aconteceu dentro do meu peito no instante em que finalmente observei Edward direito.

Ele claramente tinha passado a noite inteira completamente torto naquele sofá apenas para não me deixar desconfortável.

O corpo enorme permanecia parcialmente encolhido num espaço pequeno demais para ele. Uma das pernas masculinas estava dobrada de maneira claramente desconfortável enquanto as costas permaneciam parcialmente apoiadas no encosto estreito do sofá. O braço preso ao redor da minha cintura continuava firme mesmo dormindo, como se em algum momento inconsciente da madrugada ele tivesse simplesmente decidido me segurar ali.

Como se tivesse medo de que eu caísse.

Meu coração apertou daquela maneira absurda e silenciosa que vinha acontecendo cada vez com mais frequência perto dele.

Porque Edward Fitzgerald podia fingir frieza para o resto do mundo inteiro, podia esconder sentimentos atrás de sarcasmo, controle e silêncio daquele jeito impecavelmente irritante que só ele sabia fazer, mas o verdadeiro problema começava justamente nos pequenos detalhes que ele não percebia que entregava.

Nos cuidados silenciosos. Na maneira como sempre observava se eu estava confortável. Na forma automática como o corpo dele parecia me proteger mesmo dormindo.

Meus olhos percorreram lentamente o rosto masculino ainda relaxado pelo sono.

A barba por fazer deixava Edward ainda mais bonito naquela luz suave da manhã. Os cabelos escuros estavam levemente bagunçados, caindo de maneira desordenada sobre a testa, enquanto a expressão cansada finalmente parecia livre daquela tensão constante que ele carregava durante o dia inteiro.

Dormindo assim, ele parecia menos inalcançável.

Menos CEO. Menos homem perigosamente controlado.

E apenas… Edward.

Meu peito apertou outra vez. Porque talvez o pior de tudo fosse perceber que eu já começava a gostar perigosamente daquele homem exatamente assim.

Vulnerável, humano.

Meu olhar desceu involuntariamente para os lábios dele e senti o coração tropeçar dentro do peito ao lembrar do beijo, das discussões, da maneira como ele me olhava ultimamente como se estivesse constantemente lutando contra alguma coisa dentro da própria cabeça.

Soltei o ar devagar antes de sussurrar quase sem perceber:

— Por que você não admite logo o que sente…?

A frase saiu baixa e frágil demais, e talvez eu nunca descobrisse se Edward realmente tinha escutado. Porque naquele mesmo instante o toque alto do celular rompeu brutalmente o silêncio da cobertura fazendo Edward despertar imediatamente.

O corpo masculino ficou rígido no mesmo segundo enquanto ele abria os olhos com a expressão irritada e sonolenta de alguém claramente arrancado à força do descanso. O braço ao redor da minha cintura se afastou rápido enquanto ele passava a mão pelo rosto e procurava o aparelho entre as almofadas do sofá.

— Droga…

A voz saiu rouca e fez o meu coração bater ainda mais rápido enquanto eu me sentava depressa no sofá tentando ignorar o constrangimento absurdo daquela situação.

Edward finalmente encontrou o celular jogado perto da manta antes de atender sem sequer olhar direito para a tela.

— Fitzgerald.

A voz masculina ainda estava carregada de sono e irritação.

Do outro lado da linha, Adrian começou a falar alguma coisa sobre uma reunião urgente, contratos e investidores, enquanto Edward fechava os olhos por alguns segundos claramente tentando acordar o próprio cérebro.

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