Branca
As mãos dele subiram pelas minhas coxas, apertando com força o suficiente pra me marcar, mas os polegares traçavam círculos lentos na pele sensível, como se estivesse memorizando cada centímetro. Ele parou na borda da calcinha, os dedos roçando a renda úmida, e eu arqueei o quadril sem querer, implorando silenciosamente.
Cássio me olhou nos olhos, aqueles olhos escuros, cheios de fogo e algo mais profundo, quase devoto. "Você não tem ideia do quanto eu esperei por isso", murmurou contra minha boca, antes de descer beijos pelo meu pescoço. Lentos. Molhados. Cada um me fazia tremer. Ele mordiscou a clavícula, chupou a pele ali até deixar uma marca vermelha, e eu soltei um gemido baixo que ecoou na sala vazia.
Ele se ajoelhou entre minhas pernas abertas, me abrindo mais com as mãos grandes e quentes nas coxas. "Deixa eu te provar", disse, voz rouca, quase uma súplica. "Deixa eu te mostrar o quanto você me deixa louco. Aquele dia eu quase fui atrás de você de novo, só para te levar para outro lugar, e te provar de verdade."
Eu não respondi com palavras. Só abri mais as pernas, o coração martelando no peito. Ele puxou a calcinha devagar para o lado, expondo-me completamente, e o ar fresco bateu na minha pele molhada. Eu mordi o lábio pra não gemer alto.
Então ele me devorou.
A boca dele encontrou meu clitóris com uma precisão que me fez ver estrelas. Língua quente, firme, circulando devagar no começo, depois mais rápida, sugando de leve. Ele alternava: chupava forte, lambia longo, depois entrava com a língua, me abrindo, me provando como se eu fosse a coisa mais preciosa e deliciosa que ele já tinha provado na vida. As mãos dele seguravam minhas coxas abertas, dedos cravados na carne, mas o toque era reverente, ele acariciava a parte interna das pernas enquanto a boca trabalhava, como se quisesse me proteger e me destruir ao mesmo tempo.
Eu joguei a cabeça pra trás, as mãos agarrando a borda da mesa. O prazer subia em ondas violentas, diferente de tudo que eu já tinha sentido. Era como se ele soubesse exatamente onde tocar, quanto pressionar, quando aliviar. Meu corpo inteiro pulsava, o calor se concentrando ali, crescendo, crescendo...
"Cássio..." O nome escapou num sussurro rouco.
Ele gemeu contra mim, o som vibrando direto no meu centro, e aumentou o ritmo. Dois dedos entraram devagar, curvando pra dentro, acertando aquele ponto que me fez arquear as costas. Ele chupava mais forte agora, lambia mais rápido, os dedos entrando e saindo num ritmo perfeito, enquanto a outra mão subia pra apertar meu seio por cima da blusa, polegar roçando o mamilo duro.
O prazer era demais. Demais. Eu sentia ele em cada célula: a barba roçando a pele sensível, o calor da boca, a força controlada das mãos, a forma como ele me olhava de vez em quando, olhos semicerrados, como se eu fosse um altar e ele estivesse rezando.
Eu comecei a tremer incontrolavelmente. O orgasmo se aproximava como uma onda gigante. "Cássio... por favor... eu vou..."
Ele não parou. Só aumentou tudo: língua mais rápida, dedos mais profundos, sugando com força.



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