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Coração Emprestado: A babá da filha do Juiz romance Capítulo 304

Aelyn

Meu coração ainda não tinha voltado ao normal quando saímos do jardim. As pernas pareciam feitas de gelatina. Felipe segurava minha mão com firmeza, quase possessivo, e eu não queria que ele soltasse nunca mais. O ar da noite estava fresco, mas minha pele queimava.

Entramos no carro. Assim que ele ligou o motor, a mão dele não foi para o câmbio, foi direto para a minha coxa. Dedos abertos, quentes, pesados. Ele começou a fazer círculos lentos com o polegar, subindo e descendo pela pele exposta pelo vestido. Cada volta enviava uma onda de calor direto para o meio das minhas pernas.

Eu nunca tinha sentido nada assim. Era como se meu corpo inteiro estivesse acordando pela primeira vez. Um desespero gostoso, uma pressão no peito que me deixava sem ar e ao mesmo tempo querendo mais. Apertei as coxas uma contra a outra, mas isso só piorou. Ele percebeu. O canto da boca dele se curvou num sorriso pequeno, quase perigoso, enquanto dirigia com uma mão só.

"Você está tremendo", murmurou, a voz rouca.

"É... é demais", confessei baixinho, quase envergonhada.

Ele não parou. Os círculos continuaram, mais lentos, mais provocantes. Eu estava molhada. Muito. E isso me assustava e me fascinava ao mesmo tempo.

De repente, ele deu seta e encostou o carro num trecho mais escuro da estrada, longe dos postes. Desligou o motor.

"Eu não consigo", disse, a voz grave.

Antes que eu pudesse perguntar qualquer coisa, ele puxou o banco para trás e me trouxe para o colo dele com uma facilidade que me fez rir, um riso nervoso, surpreso, feliz. Minhas pernas se abriram ao redor dele, o vestido subindo pelas coxas. Nossos rostos ficaram a centímetros.

"Finalmente", ele sussurrou, antes de tomar minha boca.

Dessa vez não tinha guia, não tinha gente, não tinha ninguém. Só nós dois. O beijo foi profundo, molhado, desesperado. Nossas línguas se enroscavam, as mãos dele apertavam minha cintura, descendo para minha bunda, me puxando mais contra ele. Eu sentia como ele estava duro por baixo de mim. Aquilo me deixou ainda mais molhada.

Ele desceu os beijos para o meu pescoço, mordiscando de leve, depois para o ombro. A boca quente desceu pelo decote do vestido.

"Você colocou essa correntinha só pra me torturar?", perguntou contra a minha pele, a voz rouca. "Pra me lembrar que eu te dei ela?"

Eu só consegui gemer baixinho em resposta. Cada beijo dele era eletricidade pura.

"Eu coloquei para você não reparar na cicatriz." falei num sussurro.

304. [Segunda Fase] - Ele me quer 1

304. [Segunda Fase] - Ele me quer 2

304. [Segunda Fase] - Ele me quer 3

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