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Coração Emprestado: A babá da filha do Juiz romance Capítulo 179

Branca

Eu sinto a boca dele na minha e, por um segundo, o mundo inteiro para. Não é só um beijo. É Cássio me dizendo, sem palavras, que ele ainda está aqui. Inteiro. Meu. Mesmo com tudo desabando ao redor, mesmo com o medo grudado na pele como suor frio.

Seus lábios são lentos, macios, quase tímidos no começo, como se ele tivesse medo de me quebrar. Mas eu não sou de vidro. Não mais. Eu abro a boca devagar, deixando a língua dele encontrar a minha, e o gosto dele me invade: um restinho de pasta de dente, e algo que é só dele. Algo que me acalma e me agita ao mesmo tempo.

Eu me afasto só o suficiente pra puxar a barra da camiseta dele. Ele levanta os braços sem hesitar, deixando que eu tire a peça devagar, revelando o peito largo, a barriga definida, as cicatrizes antigas que eu já conheço de cor e amo ainda mais por causa delas. Jogo a camiseta no chão sem cerimônia, e volto a tocar ele, pele na pele agora, sentindo cada músculo se contrair sob meus dedos.

Ele geme baixinho contra minha boca, um som rouco, contido, que me faz apertar as coxas instintivamente. Eu sei que ele está se segurando. Sempre se segura por mim. Sempre me dá espaço para decidir o ritmo.

Mas hoje eu não quero espaço.

Eu me mexo nos braços dele, subindo um pouco mais, até ficar quase montada no colo dele. Nossas pernas se entrelaçam debaixo do lençol fino, e eu sinto ele inteiro: duro, quente, pressionando contra minha barriga. Não é só desejo. É necessidade. De sentir que estamos vivos. De provar que eles não conseguiram nos apagar.

“Branca…” ele murmura no meu pescoço, a voz tremendo de tanto se conter. Os dentes roçam de leve a pele ali, e eu arfo, jogando a cabeça para trás.

“Não para”, peço, baixo, quase implorando. “Por favor, amor… não para.”

Ele obedece. As mãos grandes sobem pelas minhas costas, por baixo da regata larga que uso como pijama. Os dedos dele traçam minha coluna, e quando chegam na nuca, ele puxa o tecido para cima. Eu levanto os braços, deixando que ele me dispa devagar, como se estivesse desembrulhando algo precioso. A regata cai ao lado da cama, e o ar fresco do quarto toca meus seios, mas o olhar dele me aquece mais que qualquer cobertor.

Ele me olha por um segundo longo, os olhos escuros brilhando no escuro. “Você é linda pra caralho”, murmura, voz rouca, antes de inclinar a cabeça e beijar meu pescoço, descendo até o colo.

As mãos grandes descem pelas minhas costas, devagar, traçando cada vértebra como se estivesse memorizando. Quando chegam na curva da minha bunda, ele aperta com firmeza, não bruto, mas possessivo. Como quem diz: essa parte aqui é minha.

Eu me inclino para frente e beijo o ombro dele, mordendo de leve a pele antes de chupar. Ele estremece inteiro, e o som que escapa da garganta dele me deixa molhada na hora. Eu desço a mão pelo abdômen dele, sentindo os músculos se contraírem sob meus dedos, até alcançar a cintura da cueca. Ele prende a respiração quando eu passo a unha de leve por cima do tecido, sentindo ele pulsar contra a palma da minha mão.

“Cássio…” Minha voz sai rouca, entrecortada. “Eu preciso de você. Agora. Inteiro.”

Eu puxo a cintura da calça de moletom dele e a minha ao mesmo tempo, porque estamos sincronizados demais pra esperar. Ele ajuda, erguendo o quadril, e em segundos estamos nus, as roupas jogadas em algum lugar no chão. Pele contra pele, sem nada entre nós agora. Só calor, suor leve, respiração acelerada.

Ele levanta o rosto e me olha nos olhos, mesmo no escuro, eu vejo o brilho ali. Amor. Medo. Desejo. Tudo misturado. Ele me vira devagar, deitando-me de costas no colchão, e se posiciona entre minhas pernas. Não tem pressa. Ele beija minha testa, minhas pálpebras, a ponta do nariz, a boca de novo. Beijos molhados, demorados, que vão descendo pelo pescoço, pela clavícula.

Quando chega nos seios, ele para um segundo, só olhando. Como se ainda se surpreendesse comigo. Como se eu fosse a coisa mais preciosa que ele já tocou. Então a boca dele cobre um mamilo, quente e úmida, e eu arqueio as costas, gemendo alto demais pro silêncio do quarto.

Ele chupa devagar, alternando com lambidas suaves, enquanto a mão livre desce pela minha barriga, entra no meio das minhas pernas. Os dedos encontram meu clitóris inchado e começam a circular, lentos, precisos, do jeito que ele sabe que me deixa louca. Eu me contorço, agarrando os lençóis, o nome dele escapando da minha boca como uma prece.

“Assim, amor… assim…”

179. Meu Juiz 1

179. Meu Juiz 2

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