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Coração Emprestado: A babá da filha do Juiz romance Capítulo 146

Laís

“Se você confia em mim… me deixa colocá-la no lugar dela.”

O silêncio que cai depois das minhas palavras pesa no ar. Meu coração b**e tão forte que chega a doer.

Eu não queria ser assim, uma louca ciumenta, mas eu não consigo.

Se é para ter um relacionamento, eu prefiro que todos saibam que ele é meu, e que existe um limite tênue de até onde eu tolero as pessoas chegarem perto do meu ... hum,... namorado? Marido?

Ele continua me encarando e eu não desvio o olhar.

Se ele disser não… acabou. Simples assim. Não vou deixar que o sentimento que está crescendo em meu coração se espalhe.

Ou ele aceita meu jeito.

Ou a gente termina aqui.

André me encara por alguns segundos. Aqueles olhos verdes analisando cada pedaço de mim. Então ele sorri de lado. Devagar. E envolve meu rosto com as duas mãos.

“Você fica linda com ciúmes.”

Bufei e empurrei o peito dele.

“Não muda de assunto.”

Ele ri baixo e isso me irrita ainda mais.

“André, eu não estou brincando.” Minha voz sai firme. “Eu não quero essa mulher rondando nossa vida. Eu sou meio doida, e isso você já percebeu desde o dia em que saímos a primeira vez. Eu só quero deixar a minha posição bem clara aqui..."

Meu peito aperta enquanto digo isso.

“Se você quer algo sério comigo… a gente precisa estabelecer limites.”

Ele não parece intimidado. Na verdade, faz o contrário.

Se aproxima.

As mãos descem para minha cintura e ele me puxa contra o corpo dele.

Meu coração dispara.

“Quais limites, senhora Bayron?”

A voz dele sai baixa. Provocadora. Usando o sobrenome dele para mim, como se fosse a coisa mais certa do mundo.

“Me diga todos.”

Solto o ar devagar, tentando organizar os pensamentos.

“Eu não quero segredos.” Ele me observa em silêncio. “De verdade, André. Eu quero que você me conte quando algo do seu passado voltar ou tudo que ache necessário eu saber antes desse relacionamento ficar sério.”

Engulo em seco.

“Quando alguém como ela aparecer... eu quero estar pronta." Meu estômago se embrulha só de lembrar da voz de Emily no telefone. “E eu quero que a gente apareça juntos.”

Ele arqueia a sobrancelha.

“Como casal.” Meu rosto esquenta. “Não como patrão e funcionária.”

Ele fica quieto, sério, observando todas as expressões do meu rosto.

E eu continuo, porque preciso dizer tudo.

“E… eu acho melhor a gente parar de trabalhar juntos.” Minha voz falha um pouco. “Não vai ser saudável.” Respiro fundo. “Se a gente quer que isso dê certo...”

Ele me interrompe, me puxando pela nuca e me beijando de novo. As palavras que eu ainda tinha a dizer desaparecem, e apenas aceito que eu quero estar com ele, mesmo com todos os problemas envolvidos.

146. Aos poucos 1

146. Aos poucos 2

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