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Coração Emprestado: A babá da filha do Juiz romance Capítulo 144

Laís

A porta do apartamento fecha atrás de mim com um clique suave.

O silêncio aqui dentro é diferente. Mais quente. Mais seguro. Mesmo assim, meu peito ainda parece apertado. Eu queria dar uma resposta a todas as perguntas que me invadiam.

Na sala, Branca está sentada no tapete com Aelyn.

As duas montam alguma coisa colorida com blocos espalhados pelo chão. O cabelo da Branca está preso de qualquer jeito e os curativos no rosto ainda chamam atenção.

Ela tenta parecer normal. Mas eu vejo o cansaço. Conheço aquele olhar. Reflexo do dia de ontem.

“Vai descansar”, digo, caminhando na direção dela.

Ela levanta os olhos para mim.

"Eu to bem."

“Eu fico com ela. Não seja teimosa, Branca. De sem noção já basta eu,”

Branca sorri, mas hesita Ela me analisa, tentando ver além do que eu quero mostrar.

“Tem certeza?”

“Tenho.”

Aelyn levanta a cabeça na hora.

“Vamos ver filme, tia Laís! Você é a melhor comentarista.”

Eu rio baixo.

“Tá vendo? Já tenho trabalho.”

Branca suspira, eu vejo o cansaço em seu olhar e então ela sorri.

“Obrigada, amiga. Só meia horinha, tá? Depois eu volto..."

Ela se inclina e beija a cabeça da menina.

“Se comporta, unicórnio Não faça nada que eu não faria.” Aelyn ri e concorda.

“Eu sempre me comporto”, responde com orgulho.

Nós duas sabemos que é mentira.

Branca passa por mim e aperta meu braço de leve antes de seguir para o corredor.

Aelyn corre e se j**a no sofá e vou atrás dela, pensando ainda sobre as palavras de André.

“Quero um filme.”

“Que tipo de filme?” Respondo, trazendo minha atenção de volta para ela.

“Um novo.” Eu pego o controle.

“Define novo pra tia entender.”

Ela cruza os braços, pensativa.

“Um que eu nunca assisti.”

Eu sorrio.

“Isso complica, você já viu todos os filmes que estão em alta e até os mais esquecidos. Como vou saber se você viu ou não?”

Ela se enrola na manta do sofá e abraça o unicórnio rosa.

“Pode ser de dragão.”

“Dragão sempre é bom, vamos ver o que eu acho aqui.”

Começo a procurar algo no streaming enquanto ela observa cada imagem como se fosse uma crítica de cinema.

Meu celular toca e o visor mostra um número desconhecido.

Franzo a testa, já pegando o aparelho e atendo.

“Alô?”

Uma voz feminina invade meu ouvido. Elegante. Fria.

“Laís, não é?”

Meu estômago aperta.

“Quem está falando?” Tento identificar a voz.

Do outro lado vem um suspiro irritado.

“Só passe o telefone para o senhor Bayron, estagiária. Preciso falar com ele.”

Meu coração acelera. Eu reconheço aquela voz.

“Senhora Morrow?”

Um silêncio curto. Depois um bufar.

“E quem mais seria?”

Antes que eu diga qualquer coisa, André entra na sala.

144. Ele mentiu 1

144. Ele mentiu 2

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